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Crianças são levadas a Tribunais de Imigração nos EUA para explicar situação irregular, sem direito a advogado; revela a BBC News Mundo

Uma menina de 5 anos teve que sentar à frente da juíza Olga Attia, sem advogado, para explicar como a mãe dela entrou ilegalmente nos Estados Unidos. A criança saiu do México com uma irmã de 13 anos e um irmão de 15. “Os três foram detidos por terem cruzado a fronteira de forma irregular“. A notícia foi publicada pela BBC News Mundo em Los Angeles (EUA), neste sábado (12).

Na audiência, a juíza chegou a solicitar um livro de colorir para tentar deixar a menina mais à vontade enquanto a ‘interrogava’. “Assim, você pode ficar mais entretida“, teria dito a magistrada, conforme relata a matéria da BBC News, afirmando que a mãe estava ao lado da filha no Tribunal de Migração de San Diego, na Califórnia, onde enfrenta um processo de deportação.

Ao ser entrevistada pela agência de notícias AP (Associated Press), sobre a filha estar no Tribunal sem direito a advogado, a mãe respondeu: “não podemos permitir isso“. A BBC News informa que a juiza Attia chegou a sugerir uma organização capaz de oferecer orientações e agendou uma nova audiência para o mês de maio.

As informações são de que outras 26 mil crianças poderão passar pela mesma situação naquele país. Outros problemas enfrentados por elas, são que muitas não entendem inglês e “outros são bebês com meses de idade, que ainda nem aprenderam a falar“, destaca a reportagem de Leire Ventas, correspondente da BBC News Mundo em Los Angeles.

O advogado Jonathan D. Ryan, do escritório Advokato, ouvido pela BBC News Mundo – o serviço em espanhol da BBC, relatou. “Sou advogado, estudei na Faculdade de Direito e sou especializado em imigração há 20 anos…”, inicia ele.

Ele protesta: “por isso, a ideia de que qualquer pessoa, não apenas uma criança, possa preparar uma ação e apresentá-la de forma eficiente perante um juiz de imigração com um promotor muito bem preparado, bem pago e altamente motivado litigando contra ela não é apenas falsa. É realmente uma manifestação de crueldade“.

Cancelamento de contrato: a matéria informa também que no último dia 21 de março, “o governo americano cancelou os contratos mantidos com dezenas de organizações que oferecem representação legal a menores não acompanhados – imigrantes com menos de 18 anos que atravessaram a fronteira sem seus pais ou tutores. Mas uma juíza federal bloqueou esta decisão até o dia 16 de abril“.

A reportagem também explica, que nos EUA a obrigação de oferecer representação legal sem custo, só atinge os processos penais. Os casos migratórios são decididos pela justiça civil. Clique aqui e confora a matéria na íntegra.

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