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A menopausa é frequentemente associada a mudanças na voz feminina, como redução de volume, rouquidão ou maior esforço ao falar. Mas os impactos desse período vão além do que se ouve — e podem afetar diretamente a forma como a mulher se comunica no dia a dia.

Um estudo conduzido pela fonoaudióloga Leny Kyrillos com jornalistas acima dos 40 anos identificou que, além das alterações vocais já conhecidas, mulheres na perimenopausa e menopausa também relatam dificuldades relacionadas ao sono, à memória e à concentração — fatores que influenciam diretamente a comunicação.

“A comunicação não depende só da voz. Ela envolve atenção, raciocínio, organização do pensamento e disposição física. Quando há alteração nesses pilares, o impacto aparece na forma como a pessoa se expressa”, explica a otorrinolaringologista Dra. Luciana Fernandes Costa, do Voice Center do Hospital Paulista.

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Mais do que o timbre: o corpo influencia a comunicação

Do ponto de vista fisiológico, a menopausa provoca uma queda nos níveis de estrogênio, hormônio que também atua na laringe. Essa mudança pode deixar as pregas vocais mais espessas e menos flexíveis, resultando em uma voz mais grave, menos potente e, em alguns casos, mais instável.

Mas, segundo especialistas, esse é apenas um dos aspectos. “Alterações no sono são muito comuns nesse período e impactam diretamente a energia e a disposição para se comunicar. Um corpo cansado responde menos, o raciocínio pode ficar mais lento e isso interfere na clareza da fala e na segurança ao se expressar”, afirma a médica.

Além disso, queixas cognitivas como lapsos de memória, dificuldade de concentração e redução da atenção também são frequentes — e podem afetar desde conversas cotidianas até o desempenho profissional.

Impacto maior em quem usa a voz no trabalho: Os efeitos tendem a ser ainda mais perceptíveis em mulheres que dependem da comunicação como ferramenta de trabalho, como jornalistas, professoras, advogadas e executivas. “Nesses casos, pequenas mudanças podem gerar grande impacto. A pessoa percebe que precisa fazer mais esforço para manter o mesmo desempenho, seja na voz, na organização do pensamento ou na fluidez da fala”, explica Luciana. – Esse cenário pode levar a insegurança, sensação de perda de performance e até impacto na autoestima.

Cuidado precisa ser integrado: Diante desse conjunto de fatores, o cuidado com a comunicação na menopausa deve ir além da saúde vocal isolada. “A abordagem precisa ser integrada. Envolve avaliação da voz, mas também atenção à qualidade do sono, ao equilíbrio hormonal, à saúde mental e à cognição. São aspectos que caminham juntos”, destaca a especialista.

Entre as medidas recomendadas estão:

  • manter boa hidratação
  • evitar sobrecarga vocal
  • dormir bem
  • praticar atividades físicas
  • buscar acompanhamento médico quando houver mudanças persistentes

Em alguns casos, a fonoterapia também pode ajudar a melhorar a eficiência vocal e reduzir o esforço ao falar.

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Um processo natural — que merece atenção

Para a especialista, entender essas mudanças é fundamental para lidar melhor com essa fase da vida. “A voz e a comunicação fazem parte da identidade. A menopausa traz transformações naturais, mas isso não significa perda. Com orientação adequada, é possível preservar qualidade vocal, clareza na comunicação e confiança ao se expressar”, conclui.

Sobre o Hospital Paulista: Fundado em 1974, o Hospital Paulista de Otorrinolaringologia possui cinco décadas de tradição no atendimento especializado em ouvido, nariz e garganta e, durante sua trajetória, ampliou sua competência para outros segmentos, com destaque para Fonoaudiologia, Alergia Respiratória e Imunologia, Distúrbios do Sono, procedimentos para Cirurgia Cérvico-Facial, bem como Buco Maxilo Facial e Foniatria. Referência em seu segmento e com alta resolutividade, conta com um completo Centro de Medicina Diagnóstica em Otorrinolaringologia. Dispõe de profissionais de alta capacidade oferecendo excelentes condições de suporte especializado 24 horas por dia.

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