Sobrecarga feminina amplia riscos físicos e emocionais
Rotina de trabalho, casa e cuidados postergam check-ups e acompanhamento da saúde mental das mulheres
*Por: Assessoria de Comunicação
A soma das jornadas, como trabalho, casa, família e cuidado de outras pessoas, segue postergando a saúde das mulheres para o fim da lista. Em 2022, mulheres com 14 anos ou mais se dedicaram, em média, 21,3 horas semanais aos afazeres domésticos e/ou ao cuidado de pessoas, quase o dobro de tempo entre homens (11,7 horas), segundo o IBGE. Essa sobrecarga aparece nos consultórios como consultas adiadas, exames fora do prazo e uma busca por atendimento apenas quando sintomas persistem ou se agravam.
Do ponto de vista da prevenção, o atraso tem efeito direto sobre o rastreamento e a detecção precoce.
Nas capitais e no Distrito Federal, o Vigitel do Ministério da Saúde mostra que, em 2024, 75,2% das mulheres de 50 a 69 anos relataram ter realizado mamografia nos últimos dois anos. Já a cobertura do exame citopatológico (Papanicolau), entre mulheres de 25 a 64 anos, ficou em 80,3% no mesmo período. Embora positivos, os indicadores não anulam os riscos: lacunas individuais permanecem quando o acompanhamento é irregular, feito fora do tempo recomendado ou interrompido por falta de tempo de agenda.
A dimensão emocional também pesa. O Vigitel aponta aumento no diagnóstico médico de depressão entre mulheres nas capitais e no DF, chegando a 19,7% em 2024. No mesmo levantamento, 31,7% das pessoas relataram sintomas de insônia, índice maior entre mulheres (36,2%) do que entre homens (26,2%).

“Quando a mulher passa muito tempo operando no modo ‘dar conta de tudo’, ela tende a normalizar sinais que deveriam acender alerta: exaustão persistente, alterações de sono, ansiedade, sintomas depressivos, dor pélvica e sangramentos fora do padrão. Adiar avaliação e acompanhamento transforma incômodos tratáveis em quadros mais complexos“, afirma Dra. Aline Marques, ginecologista do Hospital e Maternidade Santa Joana.
O tema ganha ainda mais relevância diante do cenário do câncer de mama. De acordo com a estimativa mais recente disponível do Ministério da Saúde e do INCA (válida até 2025), o Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama. O levantamento aponta ainda que o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2024, sendo 2,6 milhões na faixa etária prioritária (50 a 74 anos), e registrou mais de 20 mil óbitos por câncer de mama em 2023.
“Quando a saúde fica para depois, o risco chega antes. É por isso que incluir o cuidado físico e mental na rotina, com a mesma prioridade das outras responsabilidades, não é opção, é necessidade“, completa doutora Aline.
Sobre o Hospital e Maternidade Santa Joana: com 77 anos de excelência, o Hospital e Maternidade Santa Joana é referência em saúde da mulher e do neonato. A instituição oferece desde atendimentos de baixa complexidade até os procedimentos mais avançados de alta complexidade nas áreas de ginecologia, obstetrícia, medicina fetal, imunização, cirurgia cardíaca neonatal, endometriose, saúde do assoalho pélvico, vídeo cirurgias, incluindo a cirurgia robótica, entre outros. O Santa Joana conta ainda com diversos Centros de Diagnóstico Integrados (CDI) especializados em pré-natal de baixo e alto risco, distribuídos estrategicamente pelas principais regiões de São Paulo. Esses centros reúnem alta tecnologia e equipes multidisciplinares para proporcionar, em um único local, exames completos com agilidade, precisão e conforto. Ao longo de sua trajetória, a instituição já realizou mais de 500 mil partos e apresenta indicadores de desfechos maternos e neonatais comparáveis aos melhores resultados internacionais. Saba mais… www.santajoana.com.br.
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