Trabalhadores da Embrapa organizam atos por melhoria salarial, nesta quarta-feira; confira como será em Cruz das Almas
Profissionais da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), prometem unir forças em Brasília nesta quarta-feira (17), para uma mobilização nacional por melhoria salarial.
“Na pauta econômica, a categoria reivindica o reajuste pelo acumulado do IPCA de maio de 2025 a abril de 2026, acrescido de 2% de aumento real, além da recomposição das perdas salariais do período de maio de 2018 a abril de 2024, com base no IPCA do período, acrescida da variação dos últimos 12 meses do PIB agropecuário, incidente sobre os salários, com pagamento retroativo dos valores devidos”, destaca a nota da categoria enviada ao Acesse News, nesta terça-feira (16).
De acordo com as informações, o ato organizado pelo SINPAF (Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário), ocorrerá em frente a sede do MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos), “órgão que exerce papel estratégico nas decisões que impactam as negociações das empresas públicas federais. A mobilização reunirá representantes da categoria de diversas regiões do país, consolidando a capital federal como o centro das ações em defesa do ACT 2026/2027”.
Ainda segundo os manifestantes, a escolha da MGI como local do protesto, ocorreu por insatisfação com a falta de avanço nas negociações, após as tentativas de diálogos com a empresa. “Após oito rodadas de negociação, a Embrapa ainda não apresentou respostas para as cláusulas econômicas da pauta, alegando que as decisões dependem de instâncias superiores, como o Conselho de Administração (Consad), o Comitê de Auditoria (COAUD) e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest/MGI)”.

Em Cruz das Almas: apesar de a convocação ser em âmbito nacional, a unidade da Embrapa em Cruz das Almas informa que por lá não haverá manifestação. “O ato é para mostrar à diretoria da empresa toda nossa insatisfação com a condução da nossa negociação coletiva. Acontecerá em vários estados do Brasil, como também em Brasília, onde acontecerá um ato principal para chamar atenção do governo. Vamos parar em diversas Unidades espalhadas pelo país, e nos atos haverão distribuições de alimentos para a população, tanto na capital federal, como também em outras regiões do país. – Lembrando que aqui em Cruz não terá ato, mas terá em todo restante do Brasil”, ressalta Antonio Marcos, diretor de Divulgação e Imprensa do Sinpaf Nacional.
Cofira aí a nota na íntegra…
Trabalhadores(as) da Embrapa cruzam os braços contra impasse no ACT e distribuirão uma tonelada de bananas em Brasília
Categoria realiza paralisação nacional amanhã, 17 de junho, promove ato em frente ao MGI e cobra avanços nas negociações do ACT 2026/2027 após oito rodadas sem respostas concretas.
Brasília será o principal palco da paralisação nacional das trabalhadoras e dos trabalhadores da Embrapa no próximo dia 17 de junho. Organizado pelo SINPAF Nacional, o ato ocorrerá em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), órgão que exerce papel estratégico nas decisões que impactam as negociações das empresas públicas federais. A mobilização reunirá representantes da categoria de diversas regiões do país, consolidando a capital federal como o centro das ações em defesa do ACT 2026/2027.
A escolha do MGI como local da manifestação reflete a insatisfação da categoria com a falta de avanços nas negociações. Após oito rodadas de negociação, a Embrapa ainda não apresentou respostas para as cláusulas econômicas da pauta, alegando que as decisões dependem de instâncias superiores, como o Conselho de Administração (Consad), o Comitê de Auditoria (COAUD) e a Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Sest/MGI).
Para chamar a atenção da sociedade e das autoridades para o impasse, os manifestantes promoverão a distribuição simbólica de uma tonelada de bananas durante o ato. A iniciativa denuncia a falta de respostas concretas às reivindicações das trabalhadoras e dos trabalhadores, que cobram valorização profissional, recomposição salarial, melhorias nos benefícios, manutenção e ampliação de direitos e reconhecimento de demandas específicas da categoria, como o Adicional de Escolaridade para assistentes e técnicos.
Além da mobilização presencial, o ato em Brasília contará com transmissão ao vivo e participação das seções sindicais e unidades da Embrapa em todo o país. A expectativa é que a ação nacional fortaleça a cobrança por avanços efetivos nas negociações e por reconhecimento aos profissionais responsáveis por uma das instituições mais importantes para o desenvolvimento da agropecuária, da ciência, da inovação tecnológica, da segurança alimentar e da sustentabilidade no Brasil.
Cenário das Negociações
Na pauta econômica, a categoria reivindica o reajuste pelo acumulado do IPCA de maio de 2025 a abril de 2026, acrescido de 2% de aumento real, além da recomposição das perdas salariais do período de maio de 2018 a abril de 2024, com base no IPCA do período, acrescida da variação dos últimos 12 meses do PIB agropecuário, incidente sobre os salários, com pagamento retroativo dos valores devidos.
Em oito rodadas de negociação, a empresa não se posicionou em relação às cláusulas econômicas da categoria sob a justificativa de que essas decisões dependem de instâncias superiores como como o Conselho de Administração (Consad), o Comitê de Auditoria (COAUD) e a Sest/MGI. Além disso, a Embrapa pouco avançou em cláusulas sociais.
Sem respostas às principais reivindicações, as trabalhadoras e os trabalhadores seguem preocupados com o cenário, visto que por ser um ano eleitoral o fator tempo é decisivo. Em anos de eleição, os prazos para formalização de acordos e implementação de medidas tendem a ser mais restritos, tornando ainda mais importante que a empresa apresente avanços efetivos nas negociações do ACT 2026/2027.
Para o SINPAF, a ausência de progresso nas negociações após a mobilização que ocorreu em abril demonstra a necessidade de intensificar a pressão sobre a empresa. A entidade avalia que a participação expressiva das trabalhadoras e dos trabalhadores nas assembleias evidencia o compromisso da categoria com a defesa de seus direitos e com o fortalecimento da pesquisa pública brasileira.
O sindicato ressalta que a valorização das trabalhadoras e dos trabalhadores está diretamente ligada ao fortalecimento da própria Embrapa, uma das instituições mais importantes do país para o desenvolvimento da agropecuária, da ciência, da inovação tecnológica, da segurança alimentar e da sustentabilidade.
“Para o SINPAF, os profissionais que constroem diariamente essa trajetória de excelência não podem permanecer sem respostas concretas às reivindicações apresentadas na campanha salarial”, afirma Jean Kleber de Sousa Silva, presidente do SINPAF.
Serviço:
O que: Paralisação nacional das trabalhadoras e dos trabalhadores da Embrapa
Quando: 17 de junho de 2026
Onde (Brasília): Em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)
Destaque do ato: Distribuição simbólica de uma tonelada de bananas à população
Cobertura nacional: Transmissão ao vivo com participação das seções sindicais e unidades da Embrapa em todo o país
Organização: SINPAF – Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
Informações para a imprensa: Assessoria de Comunicação do SINPAF – Gisliene Hesse – ( 61) – 9873-6255