Autonomia na educação

*Por: Ariane Rocha
A educação vem construindo um caminho de autonomia ao longo dos anos.
E você deve estar se perguntando: Como assim autonomia?
Já que no Brasil, o país em que moramos, a educação permeiam para não gerar avanços, pois dependemos de verbas para investimentos na educação básica, nas universidades federais, e se formos resumir na linguagem popular, “estamos descendo ladeira abaixo”.
Não podemos negar o quão prejudicados somos pela desvalorização dos professores, pela corrupção até na merenda escolar, cortes de verbas para programas de pesquisa e bolsa auxilio nas universidades federais. Se analisarmos, fomos direcionados a não priorizar a educação. Há alguns anos atrás, o fato de concluir o ensino médio e conquistar um emprego com carteira assinada, era o grande objetivo da maioria das pessoas. E assim se limitava a permanecer com a certeira assinada até a sua aposentadoria.
A formação continuada não era se quer mencionada. Não havia motivação para discutir sobre a possibilidade em ingressar em uma universidade, pois a crença limitante era esmagadora em uma sociedade dividida por classes sociais.
Com o avanço da tecnologia e consequentemente o aumento da informação, foi se abrindo um caminho rumo ao conhecimento. O surgimento da internet foi uma febre que afetou todas as classes sociais.
Todos almejavam estar conectados com o mundo inteiro através de um clique. E este caminho se alargou após as redes sócias ganhar um lugar de destaque no cotidiano das pessoas, que se inspiram e são influenciados a cada postagem.
Você deve estar se perguntando novamente: Como assim a educação controle um lugar de autonomia?
Se analisar todos estes fatores mencionados ao longo do texto, podemos concluir que a visão de mundo, espaço, cidadania, não é a mesma de meros cinco anos atrás, através da influência da tecnologia e do impacto emocional que a pandemia causou diante da necessidade de rever a vida, a busca por conhecimento nunca se fez tão necessário.
A partir isso, podemos entender que os vídeos e cards do Instagram voltados para conteúdos construtivos, a busca por conceitos no Google, o fato de seguir influenciadores digitais de destaque nas redes sociais, os cursos no yutube, ideias no pinterest, são formas de busca ao conhecimento com autonomia.
Não há mais uma limitação. As pessoas estão buscando por qualificação em áreas que se identificam. O empreendedorismo aumentou consideravelmente durante estes últimos anos, pois a crença limitante está dando lugar a visão critica que é construída pela busca ao conhecimento.
Podemos citar os cursos ead que vão de cursos livres, técnicos, graduação e pós-graduação e são realizados de forma 100% on line e diante do tempo disponível. Essa flexibilidade tem atraído aquelas pessoas que pensavam que ter um emprego de carteira assinada era o suficiente. A “necessidade“ de se qualificar tem tornado a modalidade ead, como o mercado que mais cresce no Brasil no ramo da educação.

Muito ainda precisamos crescer, mas um grande passo já foi dado a abertura de um caminho onde os protagonistas ou seja aqueles que buscam são os mesmos que votam e que ao longo deste possam ser construindo melhorias e avanços nesta área em que é a base para transformação do nosso país.
*Ariane Rocha é Graduada em Tecnologia em Gestão de cooperativas (UFRB); Graduanda em Licenciatura em Pedagogia (UFBA); Pós-graduanda em Formação Docente para o EAD (UNINTER) e Pós-graduanda em Neuropsicopedagogia (UNINTER). Contato: Whatsapp (75) 9 8800-2074
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