PUBLICIDADE
ArtigosDestaque

Iniciativa digital aumenta em 73% o tempo de aleitamento materno exclusivo 

Pesquisa vencedora da Prêmio Ciência pela Primeira Infância utilizou redes sociais para incentivou a amamentação 

*Por: Assessoria de Comunicação

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou uma resolução com diretrizes específicas para coibir o marketing digital de fórmulas infantis e alimentos voltados a bebês e crianças pequenas. O foco está nas estratégias da indústria que, muitas vezes sem respaldo científico, minam a confiança das famílias na amamentação.

Os novos parâmetros dialogam com um cenário preocupante: no Brasil, menos da metade das crianças (45,8%) são alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, como orienta a OMS.

 

Uma pesquisa coordenada pelo professora Rodrigo Vianna, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mostrou ser possível melhorar esse quadro com o auxílio das redes sociais. Vencedor do 2º Prêmio Ciência pela Primeira Infância, promovido pelo Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI), o estudo acompanhou grupos de mães a partir da alta hospitalar no pós-parto. O diferencial foi a plataforma utilizada. Por meio do Facebook, profissionais de saúde ofereceram suporte remoto para parte delas durante os primeiros seis meses de vida da criança. 

A iniciativa aumentou em 73% a duração do aleitamento exclusivo no período, chegando, em média, a 149 dias. Isso significa dois meses a mais do que o observado no grupo de mães que não participaram da atividade virtual. Entre elas, a média de aleitamento exclusivo ficou em 86 dias, ou seja, menos da metade do tempo recomendado. 

Além disso, a ação fortaleceu a confiança das mães e ajudou a prevenir complicações como mastites e fissuras, reduzindo a necessidade do uso de fórmulas lácteas comerciais. Com isso, evitou-se também um gasto adicional, contribuindo para a proteção do orçamento familiar. 

Nenhum outro comportamento além do aleitamento materno pode ter tantos impactos positivos para a mãe e a criança e ainda ajudar a alcançar vários dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como a erradicação da pobreza e a promoção da saúde e do bem-estar“, explica Rodrigo Vianna, responsável pelo estudo. “Por sua vez, pouco ou nenhum tempo de amamentação pode resultar em redução da proteção imunológica, risco de obesidade, dificuldades na vinculação com a mãe e impactos negativos no desenvolvimento cognitivo“, completa. 

Para mais informações sobre a pesquisa, acesse aqui.

Sobre o NCPI : criado em 2011, o NCPI é uma coalizão que produz e dissemina conteúdo científico sobre o desenvolvimento na primeira infância. Seu objetivo é sensibilizar, mobilizar e capacitar lideranças para fortalecer e qualificar programas e políticas públicas direcionadas ao enfrentamento das desigualdades que afetam crianças brasileiras de até 6 anos. O NCPI é composto, atualmente, por quatro organizações: Fundação Van Leer, David Rockefeller Center for Latin American Studies da Universidade de Harvard, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e Insper. 

  • Os conteúdos assinados, são de responsabilidade de seus autores.

Deixe seu comentário aqui

Botão Voltar ao topo