Salvador: obras do VLT criam sistema de captação e condução de grandes volumes de água e prometem acabar com alagamentos
Os alagamentos decorrentes das chuvas na Cidade Baixa e Subúrbio Ferroviário de Salvador, parecem estar com os dias contados. Pelo menos é o que garantem os responsáveis pelas obras do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que vêm sendo realizadas pela CTB (Companhia de Transportes do Estado da Bahia). Por lá, estão sendo feitas intervenções como a macrodrenagem.
“O novo sistema para captação e condução de grandes volumes de água da chuva contará com uma estrutura de 16.996,10 metros. A obra inclui a construção de galerias subterrâneas de concreto armado de grande porte; a implantação de canalizações e aduelas (estruturas retangulares de concreto); a construção de bueiros celulares em cruzamentos; a instalação de bocas de lobo e caixas coletoras, que captam a água das ruas; a construção de poços de visita, utilizados para inspeção e manutenção das galerias e a recomposição das vias após a instalação da drenagem”, destaca o comunicado enviado à imprensa, na tarde desta quinta-feira (9).
De acordo com as informações, na prática, a estrutura montada vai captar toda a água da chuva que cai sobre as ruas e conduzirá os canais naturais ou para a Baía de Todos-os-Santos.

Segundo Eracy La Fuente, presidente da CTB, “o VLT é muito mais que mobilidade, é uma grande intervenção para melhorar a vida das pessoas. Esse sistema vai sanar uma dor antiga dos moradores da Cidade Baixa e do Subúrbio. Os alagamentos na região sempre causaram muitos transtornos e a cidade nunca contou com uma estrutura de drenagem que contemplasse a região. Mas, isso vai mudar. São mais de 16 mil metros de macrodrenagem para a captação da água”.
Lidiane Mirian Bonfim de Brito, de 42 anos, que morou por mais de três décadas no bairro da Calçada, recordou momentos vividos em dias chuvosos. “Dependendo da proporção da chuva, a gente já sabia”, sintetizou. Outro que também não tem boas lembranças é o César Augusto dos Santos Pereira, 66 anos. “Como morador, eu já presenciei vários alagamentos devido às chuvas”, disse ele, que é contabilista e líder comunitário em Paripe.
Estratégia: visando resolver o problema, toda a estrutura foi distribuída de forma estratégica. “Sendo mais de 3,3 mil metros entre a Calçada e o Comércio; mais de 2,7 mil metros entre a Calçada e a Ilha de São João; mais de 6,4 mil metros ao longo da BR-528 – Estrada do Derba e mais de 4,4 mil metros entre a Baixa do Fiscal e o Retiro”, conforme consta da explicação do texto.
Foto: Divulgação CTB
