O Regional Nordeste 3 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), divulgou na quinta-feira (16), informações oficiais sobre a beatificação de mais uma baiana. Desta vez, trata-se de Maria Milza dos Santos Fonseca (Maizinha). O processo foi autorizado pelo Dicastério para as Causas dos Santos, órgão responsável pela condução das causas de canonização na Igreja Católica.
Com a confirmação, a partir de agora, Maria Milza passa a ser reconhecida como “Serva de Deus“. – Esse primeiro passo para a declaração de santidade, afirma a publicação.
“O início do processo de beatificação da Serva de Deus Maria Milza representa para o nosso Regional um sinal de esperança e um verdadeiro estímulo a vivermos e a trilharmos o caminho de santidade”, comentou Dom Dirceu de Oliveira Medeiros, presidente do Regional Nordeste 3.
Segundo a divulgação, o pedido para a canonização de Maria Milza foi apresentado por Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo da Diocese da cidade de Ruy Barbosa, na região da Chapada Diamantina, próximo ao município de Itaberaba, terra natal da milagreira, nascida no povoado Alagoas. “A confirmação do Dicastério, assinada pelo Cardeal Marcellus Semeraro, Prefeito do organismo Vaticano, atesta que não há impedimentos para o prosseguimento da causa“, diz a postagem.
Havendo a canonização, Maria Milza será a segunda brasileira (baiana) a tornar-se santa. A primeira foi Irmã Dulce (Santa Dulce dos Pobres), em 2019. A conta oficial @maezinhamariamilza postou um vídeo para comemorar a noticia (veja mais abaixo).
Próxima etapa: ainda de acordo com o texto da CNBB/RN3, “a próxima etapa será a fase diocesana do processo, que consiste na coleta de testemunhos, documentos e provas sobre a vida, virtudes e fama de santidade da Serva de Deus“. Um tribunal diocesano está previsto para ser instalado em 15 de agosto deste ano, “data que também celebra os 102 anos de nascimento de Maria Milza. A cerimônia ocorrerá no próprio povoado de Alagoas“.
Morte: Maria Milza que teve uma vida marcada pelo cuidado com os pobres e doentes, através da oração e orientação missionária, faleceu em 1993, “deixando um legado de fé, caridade e serviço ao próximo, que continua inspirando fiéis e devotos em diversas regiões do Brasil“, complementa a postagem.