Bahia amplia operação contra incêndios e reforça ações diante dos efeitos do El Niño
Em 78 dias, Corpo de Bombeiros realizou 543 intervenções, mais de três vezes o registrado no mesmo período do ano anterior
A Bahia registrou 543 intervenções de combate a incêndios florestais em 78 dias. O número representa mais que o triplo da quantidade de ocorrências no mesmo período do ano anterior. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (16).
Foi confirmado que o Governo do Estado “ampliou a mobilização para enfrentar o fogo e os efeitos da estiagem”. A operação conta com um efetivo de 180 bombeiros militares, duas aeronaves Air Tractor, um helicóptero e 47 viaturas. “Para integrar e reforçar essas ações, uma reunião coordenada pela Casa Civil, nesta terça-feira (15), em Salvador, reuniu diferentes órgãos e secretarias”.
Ainda de acordo com a informação, atualmente a Bahia tem 85 municípios com decreto de situação de emergência por estiagem, com 67 deles já homologados pelo Estado.
“Como 97% dos incêndios florestais têm origem em ação ou intervenção humana, estão sendo reforçadas as ações de prevenção e orientação à população, além das frentes de monitoramento, abastecimento emergencial, apoio à agricultura familiar e segurança alimentar”, destaca o comunicado.
Ocorrências recentes: na semana passada, um incêndio no município de Pilão Arcado, chegou a figurar entre os dois maiores do país. “Foi controlado após mais de dez dias de combate, embora o trabalho continue até sua completa extinção”, afirma o governo. Na região da Chapada Diamantina, equipes atuam em Lençóis, em conjunto com órgãos federais e apoio aéreo. “Também há operações em Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Santa Rita de Cássia, Barreiras e Barra, no Oeste, além da região entre Caém e Jacobina, no Centro-Norte”.
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Monitoramento, água e apoio à produção

Foto: Divulgação/Ascom Casa Civil
Dados georreferenciados sobre infraestrutura hídrica, condições da vegetação e áreas vulneráveis para a pecuária e a agricultura familiar, estão sendo integrados para identificar pontos críticos e antecipar respostas.
O monitoramento está sendo feito por satélite, o que permite identificar áreas com vegetação vulnerável antes mesmo do surgimento de focos de incêndio. “Também estão sendo mapeados poços e localidades que necessitam de abastecimento por carros-pipa, especialmente comunidades rurais fora da rede da Embasa”.
“As ações incluem ainda a distribuição de milho para alimentação dos rebanhos da agricultura familiar e a ampliação da oferta de cestas básicas às [famílias das] áreas prioritárias atingidas pela seca e pelos incêndios, com o apoio do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)”, finaliza a nota divulgada.