Conjuntivite: 5 erros comuns que aumentam o risco de contágio no outono
Com tempo seco, aumento das alergias oculares e maior circulação de vírus, oftalmologista explica como proteger os olhos e evitar a doença
*Por: Assessoria de Comunicação
Coceira nos olhos, vermelhidão, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e secreção ocular. Com a chegada das temperaturas mais baixas e do tempo seco, os casos de irritação ocular e conjuntivite voltam a chamar atenção nos consultórios oftalmológicos. Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de 20% da população sofre com algum tipo de alergia ocular.
Apesar de muita gente associar a conjuntivite as estações mais frias, o oftalmologista Dr. Hallim Feres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, explica que o problema pode aparecer em qualquer época do ano, mas encontra um cenário favorável no outono e no inverno. “Além do ar mais seco irritar naturalmente os olhos, esse período também aumenta a circulação de vírus respiratórios, que podem desencadear conjuntivites virais extremamente contagiosas. Ao mesmo tempo, a baixa umidade favorece crises alérgicas oculares“, explica o médico.
O especialista alerta que um dos maiores erros é tratar todos os casos como se fossem iguais. Isso porque existem três tipos principais de conjuntivite e cada uma exige cuidados diferentes.
A conjuntivite viral é a mais comum e a mais contagiosa. Ela costuma provocar olhos vermelhos, lacrimejamento intenso e secreção mais aquosa. Já a bacteriana geralmente apresenta secreção mais espessa, amarelada ou esverdeada. Existe ainda a conjuntivite alérgica, que não é contagiosa e costuma causar muita coceira, ardência e irritação ocular.
“É muito comum as pessoas se automedicarem ou utilizarem colírios indicados por conhecidos. Isso pode piorar o quadro e até mascarar doenças mais graves. O ideal é sempre buscar avaliação oftalmológica“, reforça Dr. Hallim.
Outro ponto importante é que crianças costumam ser mais vulneráveis à transmissão da doença, principalmente pelo hábito frequente de levar as mãos aos olhos e pelo compartilhamento de objetos em escolas e ambientes coletivos.
O médico destaca que pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir bastante o risco de contaminação e crises oculares nesta época do ano.

1. Evite levar as mãos aos olhos: As mãos são uma das principais formas de transmissão da conjuntivite viral e bacteriana.
2. Não compartilhe objetos pessoais: Toalhas, fronhas, maquiagem, colírios e lenços podem facilitar o contágio.
3. Redobre os cuidados com higiene: Lavar as mãos com frequência continua sendo uma das medidas mais eficazes.
4. Atenção ao tempo seco: Ambientes muito fechados, ventiladores e ar-condicionado podem aumentar a irritação ocular.
5. Evite coçar os olhos: Além de piorar a irritação, esse hábito aumenta o risco de infecções.
Quando os sintomas aparecem, medidas simples podem ajudar no alívio até a avaliação médica.
O que ajuda a aliviar os sintomas:
- Compressas frias
- Lavagem dos olhos com água filtrada ou soro fisiológico gelado
- Uso de colírios lubrificantes indicados pelo oftalmologista
- Suspender maquiagem e lentes de contato durante o quadro
“Em muitos casos, água gelada e higiene correta já ajudam bastante no conforto ocular. Mas, o principal é evitar automedicação e impedir a transmissão para outras pessoas“, finaliza Dr. Hallim Feres Neto.

Dr. Hallim Feres Neto @drhallim (CRM-SP 117.127 | RQE 60732), é Oftalmologia Geral; Cirurgia Refrativa; Ceratocone; Catarata; Pterígio; Membro do CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia; Membro da ABCCR – Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa; Membro da ISRS – International Society of Refractive Surgery e Membro da AAO – American Academy of Ophthalmology.
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