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Em congresso, a Sesab apresenta estratégia para atendimento mais rápido à população baiana pelo SUS e reduzir demanda

Como fazer a atenção especializada chegar mais rápido, mais perto e de forma mais organizada à população?”. Essa foi a pergunta que guiou a abertura do 12º Congresso Cosems Bahia, neste domingo (26), no Centro de Convenções de Salvador.

Comunicado da Sesab (Secretaria de Saúde da Bahia) enviado à imprensa na noite de ontem, afirma que, em conferência para gestores municipais, representantes do Ministério da Saúde, consórcios públicos e trabalhadores da saúde, a secretária Roberta Santana, “apresentou a estratégia baiana para enfrentar a demanda reprimida e deixou claro que o problema não se restringe a uma fila [de espera]”.

Segundo as informações, o tema desta edição foi “O novo paradigma da Atenção Especializada na Bahia: da fila ao cuidado integral”, o congresso reuniu cerca de 1.500 participantes e recebeu inscrições de “563 experiências exitosas“.

Santana argumentou que, para conseguir atender a demanda da população, é preciso estar melhor organizado. “A demanda reprimida não pode ser tratada apenas como um número acumulado. Ela revela um percurso assistencial que precisa estar melhor organizado. O desafio é fazer com que o paciente deixe de peregrinar pelos serviços e passe a ser acompanhado pelo SUS, com referência, contrarreferência, dignidade e continuidade do cuidado”, afirmou a secretária.

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Para Stela Souza, presidente do Cosems Bahia, “o evento cumpre um papel insubstituível ao aproximar quem planeja, financia, executa e responde diretamente à população. O SUS acontece no território, na unidade básica, na busca ativa, na escuta da população e no trabalho diário das equipes municipais. A atenção especializada só avança quando a atenção primária está fortalecida e quando Estado, municípios e União atuam de forma integrada”, disse ela.

Mozart Sales, titular da Saes (Secretaria de Atenção Especializada à Saúde) e representando o Ministério da Saúde, destacou o papel da Bahia na atenção à saúde pública. “A Bahia tem papel importante nessa agenda porque combina expansão de serviços, planejamento regional e pactuação com os municípios”, declarou.

Estado sozinho não resolve. Município sozinho também não. O Ministério da Saúde sozinho não alcança o território. Quando as três esferas trabalham juntas, com responsabilidade, dados, financiamento e compromisso, a vida das pessoas muda”, enfatizou Roberta Santana, ao encerrar o evento.

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Os números dos atendimentos no Estado

Foto: Jamile Amine/Saúde GovBa

Ainda de acordo com o informativo, em termos de investimentos em infraestrutura e atendimento à população nos últimos anos, os números mostram a expansão da assistência à saúde no Estado.

Entre 2023 e 2026, “a Bahia aplicou R$ 39,02 bilhões em saúde, entregou 13 novos hospitais, abriu mais de 5.500 leitos e colocou 26 policlínicas regionais em funcionamento. Juntas, as unidades já somam 9,7 milhões de atendimentos, alcançam 416 municípios consorciados e cobrem 80,86% da população baiana. Outras sete policlínicas estão em diferentes fases de implantação, em Camaçari, Remanso, Itapetinga, Ipirá, Seabra, Ibotirama e Feira de Santana”.

A apresentação da secretária também indicou ter registrado “R$ 586 milhões anuais em cofinanciamentos, 1 milhão de atendimentos em 184 feiras de saúde, 529 mil mamografias de rastreio e 476 mil atendimentos de saúde bucal nas escolas. Em oncologia, quatro novas Unacons foram criadas e três ampliadas, com 14 aceleradores lineares em operação e projeção de chegar a 25 até o fim de 2026. Na cardiologia, são 11 hemodinâmicas ativas e sete novas em implantação. Na saúde digital, R$ 200 milhões investidos resultaram no primeiro prontuário eletrônico integrado do país, já implantado em 38 unidades, com 260 milhões de dados reunidos na Rede Estadual e 381 painéis de BI em funcionamento”.

Outra referência feita foi ao programa Agora Tem Especialistas. Foi informada a soma de R$ 100 milhões para intensificar a oferta, com ampliação de horário e funcionamento nos finais de semana. No campo cirúrgico, a Bahia chegou a 720 mil procedimentos eletivos realizados em 124 unidades credenciadas, combinando rede própria, conveniadas e interiorização da oferta.

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