Em visita à fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, em Cabo de Santo Agostinho (PE), na última sexta-feira (13), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, destacou a evolução da indústria nacional de remédios. “Alguns anos atrás, a gente tratava o Brasil como se fosse um país incapaz de produzir os seus próprios remédios. E você [José Vicente Marino] acabou de falar que 60% dos remédios já são produzidos no Brasil. Significa que a gente já não é tão dependente como era alguns anos atrás. E você disse mais: nós temos condições de produzir 100% dos nossos remédios aqui“, comemorou o presidente, conforme o comunicado enviado à imprensa.
A fábrica que está em expansão, é considerada uma das principais produtoras nacionais de medicamentos. Na visita, Lula estava acompanhado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha e foram recebidos pelo diretor-presidente do Aché, José Vicente Marino.
Segundo as informações, ao comentar a fala de Lula, o diretor-presidente do Aché, sintetizou: “a gente vai chegar lá“, ao referir-se a 100% da produção dos medicamentos no país. “Você pode ter certeza que se tem alguém que sonha em chegar a 100% sou eu, porque eu quero o Brasil soberano na questão da saúde. Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios“, completou Luiz Inácio.
De acordo com a Presidência da República, “a nova unidade, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, começa a operar em 2026 com capacidade de produção de até 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis de uso hospitalar e colírios“.
Por sua vez, o ministro Padilha ressaltou a importância da parceria com a fábrica pernambucana e a Fundação Oswaldo Cruz para a produção nacional de medicamentos. “O Aché tem parcerias com a Fundação Oswaldo Cruz. Essas parcerias são para produzir, pegar tecnologia de medicamentos de outros países para trazer para cá, desenvolver aqui, gerar emprego, renda, tecnologia e tratamento para as pessoas aqui“.
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A nova unidade, no Complexo Industrial Portuário de Suape, começa a operar em 2026 com capacidade de produção de até 40 milhões de medicamentos por ano. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Foi anunciado que nesta etapa, a Aché conta com investimento de R$ 267 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do Banco do Nordeste, destinados a automação e tecnologia industrial avançada para ampliar a capacidade produtiva nacional. “Desde que foi instalada, em 2019, a fábrica soma R$ 1,6 bilhão de incentivo federal para a sua expansão“, diz a nota, complementando que “o fortalecimento do complexo industrial da saúde é fundamental para a sustentabilidade do SUS e soberania na oferta de medicamentos e outros produtos de saúde à população“.
Foi informado ainda, que com os novos recursos, a fábrica deve gerar 3 mil empregos diretos e indiretos e produzir até 700 milhões de unidades de medicamentos por ano. “Além disso, o laboratório também faz parte da Bionovis, que participa de projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas à produção nacional de medicamentos biológicos, de alta tecnologia, fornecidos ao SUS para tratamento de doenças crônicas não transmissíveis e raras, como artrite reumatoide, psoríase, esclerose múltipla e câncer“, destaca.
“Hoje visitei a fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, em Cabo de Santo Agostinho (PE). A fábrica, que produz medicamentos para o SUS e para o setor privado, vai passar a produzir medicamentos estéreis. Sua expansão e consolidação contam com investimentos do BNDES e do Banco. – Fortalecer a indústria de saúde é um dos objetivos da Nova Indústria Brasil, política lançada pelo nosso governo em 2024. Investir no setor farmacêutico tem um papel estratégico no fortalecimento do SUS e no nosso objetivo de ser um país soberano no setor de saúde, reduzindo a dependência do mercado internacional“, postou Lula, em sua conta no X, na sexta-feira.
Retomada industrial: com o fortalecimento do CEIS (Complexo Econômico-Industrial da Saúde), o Governo Federal visa aumentar a produção nacional de medicamentos, vacinas e equipamentos médicos. A ideia é reduzir a dependência do mercado internacional. “A iniciativa faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB), que visa impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional. – O investimento do Ministério da Saúde no âmbito do complexo industrial da saúde está na ordem de R$ 15 bilhões para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada dessa política, foram firmadas 31 novas parcerias envolvendo empresas públicas e privadas para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos para a saúde dos brasileiros“, finaliza o informativo.