Com umidade do ar em níveis críticos, especialistas da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia explicam como o clima afeta as vias respiratórias, quais grupos correm mais riscos e como se proteger
*Por: Assessoria de Comunicação
Com inverno seco e frio, hospitais e prontos-socorros registram aumento nos atendimentos por doenças respiratórias. Segundo especialistas, a baixa umidade do ar resseca as vias aéreas, prejudica a defesa natural do nariz e facilita a entrada e a disseminação de vírus e bactérias.
“O nariz funciona como um filtro, aquecendo e umidificando o ar. Em períodos de estiagem, a mucosa nasal fica sobrecarregada e pode ressecar, causando fissuras e até sangramentos“, explica Dra. Maura Neves, otorrinolaringologista membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Além do desconforto, o tempo seco deixa o corpo mais vulnerável a doenças como gripes, resfriados, sinusites, rinite, bronquite e até pneumonia. A situação se agrava quando o frio leva as pessoas a permanecerem mais tempo em locais fechados e com pouca ventilação.
“O frio, por si só, não causa infecção, mas favorece a disseminação de vírus. Em ambientes fechados e mal ventilados, a circulação de microrganismos aumenta, e a baixa umidade associada à poluição potencializa o risco“, afirma a Dra. Roberta Pilla, também membro da ABORL-CCF.

Crianças abaixo de cinco anos, idosos acima de 60, gestantes e pessoas com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento oncológico ou usuários de medicamentos imunossupressores, devem redobrar os cuidados.
Hidratar-se bem, fazer lavagem nasal com solução salina até três vezes ao dia (ou mais, no caso de doenças respiratórias), manter ambientes ventilados, evitar aglomerações e higienizar as mãos com frequência, são medidas essenciais.
“Se a lavagem nasal com soro não for suficiente para aliviar o ressecamento, é possível usar solução salina em gel, que permanece mais tempo no nariz. Além disso, umidificadores de ar e aumento da ingestão de líquidos ajudam a proteger as mucosas“, reforça a Dra. Maura.
Quando procurar ajuda médica: sintomas leves podem ser tratados em casa com repouso, hidratação e medicação sintomática prescrita por médico. No entanto, falta de ar, respiração acelerada, chiado, febre persistente ou alta, lábios arroxeados e alterações no estado mental, são sinais de alerta para buscar atendimento médico imediato.

Dra. Maura Neves: Otorrinolaringologista – formada [pela] Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Graduada em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial – ABORL-CCF; Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP
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Dra. Roberta Pilla: Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil; Laringologia e Voz; Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica; Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003); Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004); Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009); Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS – Porto Alegre/RS) (2012-2016); Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016); Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022) – 2019-2020 Presidente do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF; 2021- 2022: Secretaria Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF; Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica do Hospital Infantil Sabará (SP/São Paulo); Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo); Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo); Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo)

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