“A elevação da taxa básica de juros ampliará os desafios enfrentados pelo setor produtivo. Embora o controle da inflação seja necessário, juros mais altos restringem o acesso ao crédito, comprometem o consumo das famílias e reduzem a capacidade de investimento das empresas“, a avaliação é de Marcelo de Souza e Silva, presidente da CDL/BH (Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte), em texto enviado ao Acesse News.
A frase do dirigente, traduz a reação dos setores de comércio e serviços de Belo Horizonte, ao sétimo reajuste consecutivo da taxa Selic, divulgado pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central na semana no último dia 18.
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Para a CDL mineira, “o novo aumento demonstra que a política adotada pela autoridade monetária, ainda que tenha como objetivo o controle da inflação, tem sido um entrave à retomada do crescimento, em especial para os pequenos e médios negócios, que são mais sensíveis ao custo do crédito“. A entidade entende que um novo aumento vai desacelerar a economia e prejudicar ainda mais a produtividade dessas duas frentes do mercado.
Silva destaca a preocupação com a inadimplência e sugeriu alternativa. “O novo reajuste também pode provocar desaceleração nas vendas, aumento da inadimplência e retração nos investimentos. Defendemos que o combate à inflação precisa ser equilibrado com políticas que estimulem a produção, o consumo e a geração de empregos“.
