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Já ouviu falar da síndrome do impostor?

Conheça os sinais e saiba como vencê-la.

*Texto: Sebrae | Imagame: Reprodução/Sebrae

Se você sente constantemente que o que você faz não é bom o suficiente, você pode ter a chamada “Síndrome do Impostor“. É um termo psicológico que descreve um padrão de comportamento no qual você duvida de suas realizações e tem um medo persistente de ser exposto como uma fraude, como incompetente.

Ela [a síndrome] refere-se a uma crença dentro da pessoa de que… não é boa o suficiente. Por mais que ela [a pessoa] consiga vários resultados positivos… não consegue se perceber dentro disso. Acha que suas conquistas são fruto de sorte ou qualquer outro fator. O mérito não vai para ela [a pessoa]. É uma síndrome ligada às capacidades, habilidades e o não-merecimento. Um nível alto de cobrança na infância é uma das grandes causas dessa sensação, mas também vem do convívio social, principalmente entre os tímidos.

Existem alguns sinais característicos da síndrome, a saber:

1. Sentimento de não pertencimento: Muitas vezes, as pessoas que sofrem com a síndrome do impostor podem pensar que não merecem estar onde estão. Quando isso ocorre, é comum que haja um sentimento de não pertencimento aos locais que, como consequência, leva as pessoas a se afastar dos grupos.

2. Procrastinação: Outro sintoma presente na vida de quem sofre com esse problema é a procrastinação. Nesse caso, no entanto, ela vem a partir de uma insegurança dos indivíduos sobre as tarefas a executar. É preciso ter certeza sobre a origem da procrastinação para saber se ela está associada à síndrome do impostor.

3. Autossabotagem: Pessoas que convivem com a síndrome também podem apresentar quadros de autossabotagem. Ou seja: elas criam mecanismos para fugir de certas experiências em que não se sentem seguras para desempenhar um bom papel. Por isso, costumam perder boas oportunidades e acabam se arrependendo muito regularmente.

4. Autodepreciação: Se você costuma falar mal de si mesmo com muita frequência, fique atento ou atenta: isso também é um sinal importante. Aliás, pessoas com a síndrome tendem a gostar menos de suas qualidades e características, tornando-se amarguradas e tóxicas consigo mesmas.

5. Ingratidão: Por não aceitarem que são boas em algo, as pessoas nessa condição acabam tendo muita dificuldade para aceitar que os outros encontrem boas características nelas. Assim, acabam rechaçando elogios e contrapondo as pessoas o tempo todo. Torna-se mais difícil, então, apreciar qualquer tipo de reconhecimento recebido.

6. Autocrítica excessiva: É válido que as pessoas façam análises críticas sobre suas ações. No caso de quem convive com a síndrome do impostor, porém, isso se torna completamente excessivo e as avaliações perdem contato com a realidade. É como se as pessoas perdessem a capacidade de encontrar boas lições de erros e se punissem o tempo todo.

7. Comparação: E o principal sinal da síndrome do impostor: a comparação. Aqui, é quase regra que os indivíduos só consigam encontrar boas características nos outros e nunca em si próprios. Isso, sem dúvida, os coloca numa corrida sem fim em direção a um ideal de perfeição que não condiz com a realidade de ninguém. 

No caso de serem identificadas características da síndrome do impostor, é importante que a pessoa realize sessões de psicoterapia para ajudar a internalizar suas capacidades e competências, diminuindo a sensação de ser uma fraude.

Além disso, algumas atitudes podem ajudar a controlar os sintomas desta síndrome, como:

  • Ter um mentor, ou alguém mais experiente e confiável para quem possa pedir opiniões e conselhos sinceros;
  • Compartilhar as inquietações ou angústias com um amigo;
  • Aceitar os próprios defeitos e qualidades, e evitar se comparar aos outros;
  • Respeitar as próprias limitações, não estabelecendo metas inalcançáveis ou compromissos que não possam ser cumpridos;
  • Aceitar que as falhas acontecem a qualquer pessoa, e procurar aprender com elas;
  • Ter um trabalho de que goste, proporcionando motivação e satisfação;
  • Realizar atividades capazes de aliviar o estresse e a ansiedade, que melhorem a autoestima e promovam autoconhecimento, como yoga, meditação e exercícios físicos, além de investir em momentos de lazer são ações muito úteis para o tratamento deste tipo de alteração psicológica.

Se precisar de ajuda, procure o Sebrae no seu estado.

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