A Divep (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), identificou 81 casos suspeitos para coqueluche, com 18 confirmados e uma morte este ano na Bahia. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (21), pela Sesab (Secretaria da Saúde do Estado da Bahia).
De acordo com as informações, a vítima foi uma bebê de 9 meses, morta em 12 deste mês, no município de Teixeira de Freitas. O relato é de que ela não chegou a ser vacinada. “Durante a internação, a criança apresentou resultados positivos para coqueluche, Covid-19, rinovírus e adenovírus. Este foi o primeiro óbito pela doença no estado desde 2019“, diz o comunicado.
Em vídeo (veja abaixo), Vânia Rebouças, coordenadora de imunização do Estado, alerta que “a coqueluche é uma doença infecciosa aguda, de alta transmissibilidade, de distribuição universal“. No entanto, ela recomenda que as pessoas busquem a prevenção através da vacinação.
Conforme os dados divulgados, referentes à 46ª Semana Epidemiológica, as regiões mais afetadas entre os 81 casos suspeitos, são: Extremo Sul, Centro Leste e Leste. “Destes, 18 casos foram confirmados (22%), sendo 11 em Teixeira de Freitas, que enfrenta um surto da doença. Salvador registrou quatro casos, Bom Jesus da Lapa dois, e Euclides da Cunha um“.
Faixa etária: segundo os dados, a faixa etária dos pacientes varia de um mês a 32 anos. “45% dos casos confirmados em crianças menores de um ano“.
“Apesar de ser uma doença imunoprevenível, a coqueluche segue como um desafio de saúde pública, sobretudo entre lactentes, devido à alta transmissibilidade e risco de complicações graves, incluindo óbitos“, finaliza a nota da Sesab, reforçando “a importância da vacinação para prevenir a doença e destaca que a investigação laboratorial de casos é essencial para diagnóstico precoce, tratamento e controle da disseminação“.