Apesar do sofrimento do povo gaúcho com as perdas de vidas e prejuízos materiais, ocasionados pelas fortes chuvas que atingem a região nos últimos dias, as entidades do setor orizícola do Rio Grande do Sul (Estado responsável por cerca de 70% da produção de arroz do país), informam não haver risco de desabastecimento do produto no mercado.
Perante as especulações de haver possíveis aumentos nos preços do alimento nas prateleiras dos supermercados (o Ministério da Agricultura e Pecuária, chegou a anunciar a criação de Medida Provisória para facilitar a importação do produto), a Federarroz (Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul), divulgou nota nesta sexta-feira (10), para tranquilizar o mercado.
A entidade afirma que, segundo dados oficiais, “tem-se que 84% da área cultivada no Estado foi colhida antes do início das chuvas, de modo que a projeção da safra 2023/2024 atinge aproximadamente 7.150 mil toneladas…”. A Federação garante que, mesmo havendo queda na produção do arroz, o Estado será compensado pelo incremento da importação.
“Reforçamos, desse modo, o entendimento de que a catástrofe climática que assola o Rio Grande do Sul não impõe qualquer ameaça ao abastecimento de arroz à população brasileira, de modo que seguiremos (produtores rurais, cooperativas e indústrias) comprometidos com a missão de garantir a segurança alimentar do Brasil“, assegura a Federarroz.
Escoamento da produção: em razão da interdição de estradas estaduais e federais no Estado, essas dificuldades para transportar o produto para outras partes do país, serão superadas, com o empenho de todos os envolvidos na “reorganização das cadeias produtivas“, disse a Associação.