A partir deste mês de abril, os mais de 142 mil aposentados e pensionistas da folha do Executivo estadual, Ministério Público e Tribunal de Justiça, não precisarão mais se deslocar anualmente aos postos da Rede SAC, ou recorrer a canais virtuais para provar para a Previdência Estadual, que estão vivos. Uma parceria entre o governo baiano, através da Saeb (Secretaria da Administração do Estado) e a empresa BB Tecnologia e Serviços (do Banco do Brasil), permitirá que essa comprovação seja realizada por meio do cruzamento de bancos de dados, com informações cadastrais relativas aos diversos serviços acessados pelos beneficiários.
Porém, em alguns casos excepcionais, quando a análise via cruzamento de banco de dados não for conclusiva, a Suprev (Superintendência de Previdência), poderá entrar em contato com os beneficiários via seus canais oficiais, para solicitar que ele se submeta à prova de vida. “Nestes casos, os beneficiários terão à sua disposição, os mesmos canais utilizados até então para a prova de vida, como os atendimentos presenciais nos postos da Rede SAC, o videoatendimento e o reconhecimento facial, por meio do aplicativo GOV.BR”, esclarece Sílvia Machado, coordenadora de Relacionamento com o Beneficiário da Suprev.
A informação foi passada ao Acesse News, pela assessoria da secretaria do governo.
Segundo José Maria de Abreu Dutra, superintendente de Previdência, “é um esforço que o governo da Bahia faz para que o nosso aposentado e pensionista possa ter mais tempo para fazer aquilo que lhe dá mais prazer”
A adesão a plataforma HivePlace, para permitir a conexão com os dados dos servidores, promete gerarar economia para a Previdência, como explicou Rafael Carvalho, diretor de Controle e Gestão da Superintendência de Previdência do Estado. “A ferramenta vai colaborar com a saúde financeira dos fundos geridos pela Previdência Estadual, ao nos permitir ter um maior controle sobre a manutenção dos benefícios”. Estima-se uma redução de custos de cerca de R$ 10 milhões.
Ainda conforme a coordenadora, a nova metodologia permitirá uma atualização mais frequente da base de dados cadastrais, com informações como telefone, endereço, e-mail e número de documentos dos beneficiários. “A confiabilidade dessas informações também vai nos ajudar a estreitar a comunicação com os beneficiários”, afirma Sílvia.