A partir desta sexta-feira (1º), entra em operação o FGTS Digital. Uma nova plataforma que chega para simplificar a vida dos empregadores, segundo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O anúncio foi feito na última terça-feira (27), pelo ministro Luiz Marinho, na presença do secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello e representantes da Caixa Econômica Federal, Serpro, MGI (Ministério da Gestão e Inovação) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
“Estima-se que com o FGTS Digital os empregadores irão economizar 36 horas/mês em tempo gasto com rotinas para fazer o recolhimento do FGTS. Além do mais, o novo sistema proporcionará uma redução de custo operacionais incorridos pelo Fundo de aproximadamente R$144 milhões por ano“, destacou Marinho.
Segundo o ministro, a implementação do sistema contou com a alocação de R$183 milhões, autorizado pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Conforme o anunciado, o FGTS Digital será uma nova forma de gestão integrada de todo o processo do Fundo, “aperfeiçoando a arrecadação, a prestação de informações aos trabalhadores e empregadores, a fiscalização, a apuração, o lançamento e a cobrança dos valores devidos“.
Gestão dos recursos: neste novo formato, a Caixa reforça se comprometeu com o Governo Federal, na melhoria contínua para operacionalizar os recursos do FGTS. “A Caixa, em parceria com o Governo Federal, contribuiu para o desenvolvimento dessa nova plataforma digital do Ministério do Trabalho que beneficiará cerca de 4,5 milhões de empregadores. O banco segue na gestão dos recursos do FGTS e no atendimento aos trabalhadores, melhorando continuamente os canais e serviços do FGTS”, ressaltou Pedro Freitas, vice-presidente do Agente Operador da Caixa.
Aos empregadores: de acordo com os gestores, a nova plataforma vai aproveitar as informações de remuneração declaradas no eSocial, onde os débitos já são individualizados desde sua origem. Com isso, os empregadores, ao fornecerem os dados contratuais e de folha de pagamento via eSocial, terão acesso a um sistema integrado que oferecerá a possibilidade de geração de guias personalizadas e rápidas, o cálculo de indenizações compensatórias, a obtenção de extratos detalhados por trabalhador ou resumos consolidados por empregador, além da possibilidade de solicitar estornos e parcelamentos. Assim, da mesma forma que o eSocial já beneficia os sistemas governamentais, fornecendo dados para a RAIS e o CAGED e auxílio no recolhimento da contribuição previdenciária e na elaboração do perfil profissiográfico previdenciário, o FGTS Digital também será abastecido com os dados cadastrais.
Pix: a adoção dessa ferramenta para pagamento do FGTS Digital, além de eliminar pagamentos duplicados, previne contra recolhimento de débitos já quitados, impossibilita pagar guias vencidas e promoverá mais rapidez na arrecadação e no depósito dos valores recolhidos nas contas dos trabalhadores.
“Os empregadores poderão fazer uso de uma plataforma web com um conjunto de serviços digitais disponíveis, por meio do qual conseguirão, de forma simples, ágil e intuitiva, cumprir sua obrigação de recolhimento do FGTS”, ressaltou Virgílio Saraiva Valente, Coordenador-Geral de Gestão e Fiscalização do FGTS. Saiba mais, clicando aqui.