O termo acima, usado pelo novo presidente do país vizinho, o economista considerado da extrema-direita, Javier Milei, em seu primeiro discurso de posse, neste domingo (10), para se referir a situação atual da Argentina, é o mesmo proferido na década de 60, quando uma crise semelhante impactou a economia do Reino Unido, dizem especialistas.
O discurso de Milei ocorreu nas escadas do Congresso, onde ele fez um diagnóstico sombrio sobre a economia local e alertou que fará um corte drástico nos gastos públicos. E é isso, que segundo ele, vai gerá a tal “estagflação” aos hermanos.
“Não há alternativa ao ajuste e não há alternativa ao choque. Naturalmente, isto terá um impacto negativo no nível de atividade, no emprego, nos salários reais e no número de pessoas pobres e indigentes“, pontuou durante a sua primeira mensagem como chefe de Estado, conforme publicou o portal BBC News Brasil. “Haverá estagflação, é verdade, mas não é algo muito diferente do que aconteceu nos últimos 12 anos“, acrescentou.
Sua referência é sobre o PIB (Produto Interno Bruto – soma de bens e serviços produzidos por um país) per capita, que desde 2011 caiu 15%, acumulando inflação de 5.000%.
Especialistas ouvidos pela BBC, consideram que esse será “um desafio de difícil solução visto que o custo de vida encarece e, ao mesmo tempo, não há crescimento — com efeitos devastadores para as famílias“.
O novo presidente afirmou que nos primeiros meses, sua população vai experimentar um sabor ainda mais amargo, antes da reconstrução do país. “Então, veremos os frutos dos nossos esforços, tendo criado as bases para um crescimento sólido e sustentável ao longo do tempo“.
Ao fazer referências a seus antecessores, Alberto Fernández e Cristina Fernández de Kirchner, o novo presidente Milei argumentou que em sua opinião a atual crise econômica é “a pior herança” da história argentina.
Desemprego: sobre essa questão, “os críticos de Milei alertam que suas políticas afetarão um dos poucos índices “positivos” que a Argentina tem: a taxa de desemprego, que, segundo os dados mais recentes (do segundo trimestre de 2023), é de 6,2%, um dos mais baixos em sua história“, informou o portal.