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Alckmin diz que reforma tributaria é [questão] central do governo e ‘próxima meta é acabar com o IPI’

A reforma tributária é central. Ela pode fazer o PIB [Produto Interno Bruto] crescer, ela pode trazer eficiência econômica, simplificando a questão tributária e entendo o que é essencial, inclusive para a indústria“, disse Geraldo Alckmin, vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

O argumento foi usado nesta segunda-feira (16), na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista. O vice-presidente participou da primeira reunião do ano com a diretoria da instituição. A informação é da Agência Brasil.

Em outro momento no encontro, Alckmin afirmou que o governo pretende acabar com o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Segundo as informações, em julho do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro havia decretado a redução do imposta em até 35%. No entanto, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, optou manter esse percentual por enquanto, porém, a ideia é acabar com o tributo.

A próxima meta é acabar com o IPI, e para acabar com o IPI é a reforma tributária. Tudo o que é PEC [Proposta de Emenda à Constituição], que demanda mudança constitucional, três quintos [dos votos], duas votações, tem que ser rápido. Tem que fazer no primeiro ano, aproveitar o embalo, a legitimidade do processo eleitoral, e avançar o máximo“, destacou Alckmin.

Ainda segundo a Agência, na reunião, o vice-presidente também pediu apoio dos empresários para desburocratizar a economia. “Peço a vocês que nos mandem todas as propostas para desburocratizar”.

O presidente da Fiesp, Josué Gomes aproveitou a presença de Geral Alckmin para reclamar sobre a alta carga tributária do país e falou da necessidade de se reindustrializar o Brasil. “Se reindustrializarmos o Brasil, promoveremos o crescimento econômico a taxas elevadas que o Brasil precisa para resolver, inclusive e principalmente, os problemas sociais que são tão graves“, enfatizou. 

Gomes também comentou sobre a necessidade de discutir e aperfeiçoar a reforma trabalhista, ‘desde que não tenhamos retrocessos‘, sintetizou ele.

De acordo com a Fiesp, ao falar sobre exportação o ex-governador de São Paulo frisou a importância da competitividade do Brasil na área agrícola e apontou quem são os protagonistas de vendas para o exterior. “Três produtos primários, soja, minério de ferro e petróleo, respondem por 75% da exportação brasileira“.

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