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Fim do reinado de Elizabeth 2ª e início do novo rei, o Charles 3º

A rainha Elizabeth 2ª morreu na tarde da quinta-feira (8/9) em sua residência na Escócia, Balmoral“, foi assim que a BBC deu a notícia para seu público.

De acordo com a BBC News, “para muitos, ela se tornou a única referência constante em um mundo de mudanças rápidas e de declínio da influência britânica“. Com as grandes transformações que aconteceram no mundo ao longo de seu reinado, em alguns momentos, o papel da monarquia chegou a ser questionado.

Nascida em 21 de abril de 1926, em Berkeley Square, em Londres, Elizabeth Alexandra Mary Windsor, era a filha mais velha do duque Albert, de York, o segundo filho de George 5°, com a duquesa, Lady Elizabeth Bowes-Lyon, conhecida como a “Rainha Mãe”.

Segundo as informações, o primeiro-ministro britânico Winston Churchill, foi quem percebeu a habilidade dela como líder. Apesar de não frequentar a escola formal, logo cedo Elizabeth mostrou inclinação para outros idiomas e foi fazer um estudo da História Constitucional.

Ano a ano, os compromissos públicos de Elizabeth 2ª continuaram“, diz a matéria.

Já no fim da década de 1970, a Grã-Bretanha teve Margaret Thatcher como a primeira mulher no cargo de primeira-ministra. Os relatos apontam que o relacionamento entre ela e a rainha, não foi dos melhores.

Entre os atritos de ambas, constam a simpatia com que a rainha tratava os britânicos e como se comunicava com líderes da África e suas causas, oposto à maneira mais ‘agressivo de Thatcher que, por exemplo, se opunha às sanções contra o regime racista do apartheid na África do Sul‘, segundo analistas ouvidos pela BBC News.

No entanto, após cerca de 70 anos de reinado, chegou ao fim nesta quinta-feira, uma trajetória que sobreviveu às crises, guerras e pandemias. Elizabeth parte e deixa o trona para o príncipe Charles, seu filho mais velho.

O novo rei

O novo Rei Britânico (Foto: Alastair Grant / POOL / AFP)

Agora a Grã-Bretanha tem um novo chefe de Estado, o Rei Charles, filho mais velho da rainha. É assim que funciona a monarquia hereditária, definida por leis desde o século 17. O reinado anterior encerra, no instante da morte do seu ou da sua titular.

Por tanto, Charles Philip Arthur George, nascido em 14 de novembro de 1978 (73 anos), que escolheu escolheu ser chamado de Charles 3º, assume o trono e seu primeiro ato é cuidar do funeral da mãe. Esperavam que ele optasse ser chamado de George 7º, em homenagem a seu avô, George 6º, que reinou durante a Segunda Guerra Mundial.

Esse sistema de governo existe em outros quinze países, a exemplo de Canadá, Austrália.
Para receber o trono, será proclamado pelo Conselho de Ascensão no Palácio de St. James, após 48 horas da morte da rainha. O Conselho é formado por cerca de 500 notáveis, entre ministros atuais e antigos.

A proclamação de Charles será lida do terraço principal do Palácio de St. James, por um funcionário conhecido como Rei de Armas da Jarreteira. De acordo com os protocolos, após a leitura da proclamação, acontecera uma salva de 41 tiros de canhão no Hyde Park e outros 62 na Torre de Londres.

Também seguindo o ritual, o ao da proclamação se repetirá na City londrina, nos portões do Castelo de Edimburgo, na Escócia, e no Castelo de Hillsborough, em Belfast, na Irlanda do Norte.

Consta ainda, que o hino nacional “God save the queen” (Deus salve a rainha) será alterado imediatamente para saudação à Charles e agora passa ser “God save the king” (Deus salve o rei).

A coroação que é o ponto alto da sua chegada ao trono é uma cerimônia simbólica, com um evento religioso na Abadia de Westminster, o qual é presidido pelas principais autoridades da Igreja Anglicana.

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