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Performance e discursos fortes marcaram a Sessão Solene sobre a Consciência Negra, na Câmara Municipal de Cruz das Almas

A Sessão Solene alusiva ao Dia da Consciência Negra, realizada pela Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, na noite desta segunda-feira (22), em que os homenageados foram contemplados com a Comanda Zumbi dos Palmares, teve música de protestos, performance e discursos fortes sobre o racismo, o negacionismo e os sofrimentos enfrentados pelo povo preto do Brasil ao longo da história.

O evento iniciou com um show do cantor cruzalmense Ras Elias, acompanhado dos músicos Petry Lordelo e Jalon Conceição, brindando o público com um repertório recheado de músicas com abordagens sobre a temática.

O orador oficial, Alex de Jesus Oliveira, professor de história, deu uma aula sobre ancestralidade, racismo e a luta do povo negro, desde o Brasil Colônia até os dias atuais.

Em seguida foi a vez de uma das principais referências do negro em Cruz das Almas, o professor e ator Hidelbrando Sena, roubar a cena. Numa performace teatral, despido de preconceitos, ele fez um recital do poema Eu sou, no qual falou sobre as babáries sofridas por sua gente (clique aqui e veja a partir do tempo 1h;23min). Estupros nas senzalas, exploração da mão de obra, a voz silenciada, entre outras mazelas, foram abordadas em seu monólogo, que foi aplaudido de pé no final (confira um trecho abaixo).

O Samba do Machucador e um grupo de capoeira, também levaram suas artes para abrilhantarem a festa.


Os homenageados

O policial militar Adailton Oliveira (Dadau), foi o homenageado da vereadora Camila Moura (Foto: @camilamouravereadora)

No total, 16 personalidades foram homenageadas com a comanda Zumbi dos Palmares. Entre eles, o professor Jânio Roque, que fez um dos desabafos mais fortes da noite.

Essa horaria maravilhosa, Zumbi dos Palmares, que nos traz um diálogo e uma perspectiva transtemporal. Que nos remete ao passado, presente e futuro. Um passado cruel, desumano… terrível, no qual os povos negros eram submetidos […] às torturas mais terríveis“. Iniciou sua fala e após citar alguns escritores negros como Frantz Fanon, por exemplo, perante as obras dos quais… “os negros não eram considerados humanos. Negros e indíginas, eram desumanizados e coisificados“, apontou. Em outro trecho, ele emendou… “Nós temos um passado horroroso, que devemos prestar contas no presente…]” (Confira a íntegra a partir do tempo 3h).

Dê um play e veja um trecho da performace do professor Hidelbrando

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