Marqueteiro de Neto não está agradando parte da equipe da campanha, mas tem ‘carta branca’ do candidato; diz portal
Parte do time que compõe a coordenação da campanha de ACM Neto (União Brasil) está insatisfeito com o trabalho do publicitário João Santana, contratado para cuidar da imagem e da estratégia do ex-prefeito de Salvador na disputa pelo governo do estado, este ano.
Segundo relatos, os insatisfeitos esperavam que o marqueteiro apresentasse uma estratégia mais arrojada do que a desempenhada pela empresa contratada em 2022, comandada pelo jornalista Alexandre Augusto.
A notícia assinada por Jairo Costa Júnior, foi publicada nesta segunda-feira (11), na coluna Metropolítica do portal Metro1.

De acordo com a publicação, até o momento, Santana tem atuado de maneira cautelosa e conservadora, preferindo “insistir no desejo de mudança como mola propulsora, a reboque do eventual desgaste provocado pelos quase 20 anos de gestões do PT na Bahia, e apostar alto no voto Lula-Neto”.
Ainda segundo a coluna, apesar de ouvir as reclamações de parte de sua equipe, Neto sinalizou confiar no feeling do publicitário, que inclusive, ficou bastante conhecido justamente por ser responsável por campanhas vitoriosas, do próprio PT.
Pesquisa: mesmo com críticas internas à estratégia da campanha, as últimas pesquisas continuam mostrando ligeira vantagem de Neto na disputa contra o atual governador Jerônimo Rodrigues. Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira (11), aponta que o ex-prefeito aparece com 44% a 42% (empate técnico), conforme noticiou o portal Uol. Foram ouvidas 1600 pessoas no estado, entre os dias 6 e 10. “A pesquisa tem nível de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BA-00277/2026“, acrescentou.
Sem ACM: outro trecho da postagem Metropolítica pontua que uma das poucas mudanças adotadas no marketing atual de Neto, foi a retirada das iniciais do avô ACM (Antônio Carlos Magalhães), nessa campanha. “Apesar de mudanças pontuais de visual e apresentação, como eliminar a sigla do avô ACM das peças publicitárias e deixar apenas Neto, é fato que uma fatia da coordenação de campanha alimentava expectativas de um marketing mais vibrante e antenado com as novas gerações, sobretudo no uso de redes e IA. Mas outra ala e, mais do que isso, o próprio candidato concluíram que não era hora de inventar a pólvora e vender a imagem de um Neto que não existe“, enfatiza, afirmando que a informação é de uma fonte do União Brasil, que integra a cúpula da campanha do candidato.