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Vítimas de acidentes de moto têm lotado hospitais e custado R$400,2 milhões para a Saúde Pública da Bahia, nos últimos três anos; diz a Sesab

O impacto financeiro dos acidentes envolvendo motocicletas na rede hospitalar da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia atingiu grandes cifras nos últimos anos, representando um desafio crescente para a gestão estadual“, diz a Sesab.

Em comunicado à imprensa nesta sexta-feira (15), a secretaria informou que nos últimos três anos, o Estado gastou cerca de R$ 400,2 milhões com pacentes internados por acidentes com motos. R$148,6 milhões em 2025. R$138 milhões, em 2024. E R$115,8 milhões em 2023.

Segundo as informações, nesse periodo “a região Centro-Leste, que engloba municípios como Feira de Santana, Serrinha e Itaberaba e concentra 15% da população baiana, foi a que apresentou o maior gasto. Em 2025, foram R$45,7 milhões, representando cerca de 30,7% do custo total do estado. A região Leste, onde está Salvador e região metropolitana e tem 30% dos habitantes da Bahia, em 2025, o valor chegou a R$36,9 milhões, 24,8% do total“.

Os dados levantados revelam ainda, que “o custo médio de internação por paciente foi estimado em R$ 10.664,79, valor que engloba toda a linha assistencial…”. E apontou também, que “o tempo médio de internação é de sete dias. Pacientes mais graves que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) o tempo médio de permanência aumenta para 15 dias“.

Os homens representam disparadamente o maior percentual entre pacientes internados. 81% dos casos, contra 19% de vitimas mulheres.

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Outro drama apresentado pelo levantamento é que, “os acidentes de trânsito deixaram de ser apenas uma questão de mobilidade urbana e passaram a representar uma pressão permanente sobre toda a rede hospitalar do SUS“. Isso significa, uma sobrecarga para unidades de saúde como o (Hospital Ortopédico do Estado da Bahia) por exemplo.

Atualmente, a unidade realiza cerca de 450 atendimentos regulados de urgência a cada 30 dias, e aproximadamente 60% desses atendimentos estão relacionados a acidentes de trânsito. Dentro desse grupo, cerca de 40% envolvem motociclistas“, destaca o informativo.

Segundo Zaine Lima, diretora de Gestão de Serviços de Saúde do hosptal, “aponta que do ponto de vista assistencial, “os traumas causados por acidentes com motos são extremamente complexos“. E explica que “o HOEB relata alta frequência de fraturas expostas de tíbia e fíbula, fraturas de fêmur, lesões graves de pelve e coluna, além de amputações traumáticas. Muitos pacientes precisam passar por múltiplas cirurgias e longos processos de recuperação”.

Para Lima, “o acidente de trânsito não ocupa apenas um leito. Ele mobiliza o SAMU, a regulação, emergência, centro cirúrgico, ortopedia, neurocirurgia, UTI, banco de sangue, fisioterapia e reabilitação. É um paciente de alta complexidade e alto custo assistencial”.

A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana pontua que o perfil predominante das vítimas são homens entre 18 e 40 anos, em plena fase produtiva. “Isso amplia muito o impacto social desses acidentes, porque não estamos falando apenas de uma internação. Estamos falando de afastamento do trabalho, perda de renda familiar, reabilitação prolongada e, muitas vezes, sequelas permanentes”, ressalta

Como previnir: a Sesab chama a atenção para a educação e fiscalização no trânsito e orienta as pessoas, visando previnir os acidentes. “Durante o Maio Amarelo – mês de ações e conscientização para um trânsito mais seguro – na Bahia, o Detran preparou uma sequência de atividades que inclui escolas, peças teatrais, blitzes, premiação para melhores campanhas no interior do estado, palestras, workshop, encontros entre gestores até atividades transversais como campanha de doação de sangue junto a Fundação de Hematologia e Hemoterapia (Hemoba)“, alerta o comunicado.

Dor e sequelas: a secretária destaca ainda o impacto emocional desses pacentes. “Além das sequelas físicas, muitos pacientes desenvolvem dor crônica, ansiedade, depressão e dificuldades de reinserção social e laboral. Por isso, o enfrentamento dos acidentes de trânsito precisa ser tratado como uma pauta estratégica de saúde pública. Não é apenas uma questão de trânsito ou fiscalização. É uma questão de sustentabilidade do sistema de saúde”, afirma.

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