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INSS alterou regras que contemplaram o Credcesta, em interesse do Master, na gestão Bolsonaro; diz Folha de São Paulo

Uma notíncia que chamou a atenção neste domingo (5), foi a denúncia de que o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) teria alterado regras sobre o crédito consignado para permitir o funcionamento de um cartão de benefício que possibilitou o crescimento do Banco Master entre 2022 e 2025.

A matéria é da Folha de São Paulo, versão online, que relata detalhadamente as etapas da operação.

Segundo a publicação, uma das mudanças ocorreu 16 dias após o INSS receber um ofício do Master, demonstrando o interesse de operar o cartão.

Ainda de acordo com a Folha, a criação das normas para o funcionamento do cartão de benefícios, aconteceu no governo de Jair Bolsonaro. A ideia que alavancou as operações do Credcesta, para o Master, teria sido apresentada por Augusto Lima, que posteriormente se tornaria sócio de Daniel Vorcaro.

A postagem mostra que, em 25 de março de 2022 José Carlos Oliveira, presidente do INSS à época, assinou uma instrução normativa permitindo operações com cartão consignado de benefícios, como o Credcesta, para ser ofertado a aposentados, pensionistas e beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada). O documento assinado por ele teria alterado regras vigentes desde 2008 e não detalhou como ocorreria a tal operação.

Operação do Credcesta: após a alteração das regras no INSS, o Credcesta começou a operar junto aos aposentados e pensionistas da previdência, bem como, para beneficiários do BPC. “Dados compilados pelo INSS, extraídos pela Dataprev (Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social https://www1.folha.uol.com.br/folha-topicos/previdencia-social/), mostram que os contratos saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024“, diz a Folha.

O veículo afirma ter obtido documentos junto ao INSS, que revelam que as regras adotadas em 2022, permitiram o funcionamento do Credcesta no mesmo ano, “com expansão acelerada nos anos seguintes de forma irregular“, conforme a interpretação da atual gestão do INSS.

Linha do tempo: a Folha fez uma linha do tempo sobre as tratativas que viabilizaram o Credcesta no Master (confira no link mais abaixo). Vale lembrar que a Folha adota critério de cobrança para acesso a conteúdos online, por isso, essa matéria poderá ficar restrita lá no portal.

Entre as “vantagens” oferecidas aos beneficiários pelo Credcesta, estariam desconto em farmácias e auxílio funeral. O Credcesta “funcionou como motor do Master, praticamente até a liquidação pelo Banco Central, em novembro do ano passado“, destaca a matéria. Com a expansão, o cartão de benefício chegou a 24 estados e 176 municípios, focando em servidores públicos.

A defesa de Vorcaro: em nota enviada à Folha, a defesa de Vorcaro afirmou que o Master sempre atuou em observância às normas e procedimentos estabelecidos pelo INSS para a concessão de crédito consignado “incluindo os requisitos de formalização, identificação do contrato e comprovação de consentimento“.

Por outro lado, a Folha diz ter entrado em contato com o INSS, mas não obteve resposta. E não conseguiu o contato da defesa de José Carlos Oliveira, que prestou depoimento à CPMI do INSS. Ele inclusive, mudou de nome para Ahmed Mohamed Oliveira. A reportagem enfatiza que a Polícia Federal afirma que ele teve participação estratégica no esquema de desvio de dinheiro dos aposentados.

Confira a linha do tempo e outros detalhes da matéria da Folha, clicando aqui.

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