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Mestres de capoeira e do samba do Recôncavo foram homenageados em Cachoeira; ministra Magareth Menezes marcou presença

Oito mestres da cultura popular do Recôncavo da Bahia receberam o Troféu Sankofa. A premiação foi parte da programação do 7º Rede Capoeira – Heróis Populares – Edição Especial, em reconhecimento “inédito às trajetórias e contribuições desses heróis e heroínas na preservação do patrimônio imaterial brasileiro“, destacou o comunicado enviado à imprensa. O evento aconteceu na última sexta-feira (16), na cidade de Cachoeira e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes.

De acordo com o mestre Sabiá, idealizador da Rede Capoeira, “ninguém consegue mensurar a potência, os benefícios e o legado que a cultura preta deixa, de uma forma geral. Não tem como falar de Brasil sem falar desse sentimento de brasilidade, sem falar do povo preto, da capoeira, do samba, do maculelê e de todas as manifestações de matriz africana que se fortaleceram na Bahia e serviram de exemplo para o mundo“.

Os homenageados: segundo as informações, os homenageados desta edição foram, Mestre Bigo (Capoeira), Mestre Domingo Preto (Samba de Roda), Mestre Aurino (Samba de Roda), Mestre Ecinho (Samba de Roda), Mestra Maninha (Samba de Roda), Mestra Dona Dalva (Samba de Roda), Mestra Dona Rita da Barquinha (Samba de Roda) e Mestra Lindaura (Juíza Perpétua da Boa Morte). “O nome Sankofa do troféu propõe olhar para o passado para fortalecer o presente e construir o futuro. A escolha do Recôncavo põe os holofotes sobre este território formador de saberes ancestrais, onde se mantêm vivas expressões fundamentais da cultura brasileira“, detalha a nota.

Por sua vez, a ministra Margareth Menezes enfatizou: “eu, como artista, sei muito do valor vindo desses mestres, porque foram eles que nos trouxeram e não deixaram fugir de nós as referências. Todo esse universo da linguagem e da cultura que a capoeira traz é imenso e, graças a isso, nós temos também essa diversidade cultural, essa maneira diferenciada de ver a vida. Isso está na capoeira, está no samba, está nos grupos de samba de roda, está nos blocos afros da Bahia, nos ijexás, nos afoxés. Tudo isso é legado e tudo isso hoje é base para que a gente possa ter uma arte contemporânea diferenciada, reconhecida no mundo inteiro“.

A prefeita de Cachoeira, Eliana Gonzaga, também participou da cerimônia e enalteceu o evento… “viva a cultura brasileira. Viva a cultura baiana, do Recôncavo em especial. Viva a cultura de Cachoeira“.

Ainda conforme o informativo, a presidenta da Funarte, Maria Marighella falou sobre a importância da cultura brasileira na formação do país. Ela também comentou sobre a realização do edital da entidade que concedeu o título de Mestra das Artes, a Dona Dalva. “Pela primeira vez, o fomento não é destinado a um projeto ou a uma iniciativa específica, mas ao reconhecimento de uma trajetória como um bem e um valor coletivo. Dona Dalva se tornou Mestra das Artes por meio de um edital em que a própria comunidade que apresenta e reconhece o seu mestre. Isso cria um caminho para que mestres e mestras tenham aquilo que é um direito: o reconhecimento do Estado às suas trajetórias, às suas contribuições e, sobretudo, ao valor que representam para a constituição da subjetividade brasileira. Por isso, Dona Dalva é Mestra das Artes“.

O 7º Rede Capoeira começou na sexta-feira e encerrou neste domingo (18), com diversas atividades, incluindo oficinas, ações griô, rodas de capoeira, painéis temáticos, feira de economia criativa e apresentações culturais.

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