*Por: Padre Gabriel Vila Verde
16 de agosto – Dia de São Roque. Jovem francês, natural de Montpellier, de família nobre, filho único de pais piedosos. Cursou medicina na famosa universidade que ainda existe na sua cidade. Seus pais morrem e ele ficou sozinho.
Talvez frustrado ou desiludido com as coisas do mundo, ingressa na Ordem Terceira Franciscana (grupo de leigos). Veste uma roupa de peregrino, toma um bastão e um chapéu e sai caminhando em direção à Roma, no intuito de venerar os sagrados túmulos de São Pedro e São Paulo. No caminho, em Acquapendente, se depara com as vítimas da peste negra (bubônica).
Como ele tinha conhecimentos medicinais, se colocou à disposição para cuidar dos enfermos, sem medo de contágio. Muitos se viram milagrosamente curados e a sua fama de homem santo se espalhou. Passou por outras cidades até chegar à Roma, onde ficou por alguns anos. Lá curou da peste, um cardeal, que lhe apresentou ao Papa Urbano V.

No regresso, foi contaminado pela peste em Piacenza, onde cuidava dos doentes no hospital N. Sra de Belém. Refugiou-se numa floresta perto de Sarmato, para esperar a morte. Um cachorro levava até ele um pão que pegava na mesa de seu dono, todos os dias. O dono do cachorro chamava-se Gotardo Palastrelli, que se converteu ao ver a santidade de Roque.
Ficando curado, o santo regressou à sua terra, mas foi preso e tido como um espião, por causa de uma guerra civil que por lá acontecia. Cinco anos preso, entregou sua alma a Deus no dia 16 de agosto, um dia depois da Assunção de Maria, de quem ele era particularmente devoto. – São Roque, rogai por nós e livrai-nos das doenças mortais e contagiosas!
– Santa Missa: neste sábado, às 19h, haverá a grande Missa alusiva à São Roque, na Paróquia, localizada no bairro Chapadinha – em Cruz das Almas.

*Gabriel dos Santos Vila Verde Santana, é o primeiro Pároco da Paróquia de São Roque, em Cruz das Almas – Recôncavo da Bahia.
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