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Estudante baiana ajuda a criar aplicativo para auxiliar no tratamento de crianças com TDAH e viaja para Harvard

A estudante de escola pública baiana Yasmin Amorim, ainda comemora a experiência vivida em Harvard, onde no início do mês ficou por uma semana numa imersão acadêmica no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Isso só foi possível porque ela foi uma das integrantes da equipe Neurotechs, que desenvolveu aqui no Brasil, o aplicativo “Sinensi“, para auxiliar no tratamento de crianças com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).

Sob a orientação da professora Cardiria Monte, do Anexo do Colégio Estadual de Jacobina de Caatinga do Moura, em Jacobina (unidade escolhida como sede do projeto), ela e mais cinco estudantes de outras regiões do Brasil, como Paraná, São Paulo, Brasília e Natal, se reuniam virtualmente no período da Covid 19, para participar da OBT (Olimpíada Brasileira de Tecnologia). A ideia era criar “soluções tecnológicas para demandas sociais, eles criaram um protótipo de aplicativo voltado ao apoio de pessoas com TDAH“, destaca a SEC (Secretaria de Educação do Estado), em comunicado enviado à imprensa.

De acordo com as informações, o trabalho do grupo garantiu o primeiro lugar na fase inicial da Olimpíada que aconteceu em São José dos Campos (SP), “e na etapa seguinte, nomeada de ‘Escola de Inteligência’, obteve aprovação unânime do júri técnico e do público, em 2022“, afirma a nota.

Atualmente estudando Ciência da Computação, na Universidade Federal do Ceará, a baiana compartilhou a experiência. “Foi um momento de intenso aprendizado, trocas enriquecedoras e ampliação de horizontes. Mais do que isso, foi uma experiência marcada pelo orgulho de nossas raízes. Todas as três equipes presentes nessa viagem eram times nordestinos, mostrando a força, o talento e o potencial inovador da nossa região“, disse ela no comunicado.

Ao viajar para Boston, nos Estados Unidos, para conhecer o universo da tecnologia e trocar experiências com outros participantes em Harvard, o grupo também explorou outros espaços por lá, como Broad Institute Museum, no MIT Media Lab e no MIT Museum e conheceu “as fronteiras da pesquisa interdisciplinar“. E ainda foi ao Harvard Art Museums e ao Harvard Al Brazil, “enquanto a visita às instalações do Google evidenciou a dimensão corporativa da inovação. Todos também participaram de um workshop exclusivo sobre negociação, conduzido pelo especialista Anselmo Cassiano“, destaca o informativo.

Por sua vez a professora Cardiria falou sobre o impacto de participar do projeto. “Foi uma oportunidade única que permitiu aos alunos se aprofundarem no conhecimento tecnológico e acadêmico. Quando comecei a participar, estava na gestão da escola e abracei totalmente o projeto deles. Foi muito bacana perceber que aqueles meninos tiveram ideias tão criativas e que estavam realmente protagonizando algo especial ao desenvolver um aplicativo tão interessante e atual. Ver o impacto positivo desse prêmio na vida deles é algo imensurável“.

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