Pé-de-Meia do ensino médio: MEC anuncia pagamento de poupança para estudante que permanecer na escola
Durante o encontro vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, nesta quinta-feira (28), o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou o pagamento de R$ 6,1 bilhões para o Fundo que vai custear o programa Pé-de-Meia, uma espécie de poupança para estudantes de baixa renda do ensino médio, criado pelo governo federal.
No encontro que aconteceu no MEC (Ministério da Educação), foi informado que a poupança é para garantir a permanência de estudantes na escola. “Vamos começar com os recursos garantidos para isso. Hoje, nós perdemos praticamente 8% dos jovens por repetência no 1º ano do ensino médio e quase 8% por abandono ou evasão. Então, isso significa que nós não queremos mais perder nenhum jovem da educação básica e é importante garantirmos um bom ensino médio”, afirmou o ministro.
A proposta do governo, segundo Santana, é atender, já em 2024, os estudantes do CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais). O fortalecimento da EPT (Educação Profissional e Tecnológica) e o Pacto Nacional para Retomada de Obras da Educação, com previsão de investimento de R$ 5,7 milhões para 5.561 obras, e o Novo PAC, também foram mencionados, conforme informativo do MEC.
Uma publicação da Agência Brasil, desta quarta-feira, informa que a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) sobre a Educação de 2019, “apontou que mais da metade das pessoas de 25 anos ou mais não completaram o ensino médio no Brasil. Entre os jovens de 18 a 24 anos, quase 75% estavam atrasados ou abandonaram os estudos, sendo que 11,0% estavam atrasados e 63,5% não frequentavam escola e não tinham concluído o ensino obrigatório“.
Na reunião com o vice-presidente, foram abordadas, ainda, outras ações do MEC em 2023, a exemplo dos programas para a primeira infância, Compromisso Nacional Criança Alfabetizada e o Programa Escola em Tempo Integral.
“É fundamental que a criança esteja na escola. A educação é uma área que vai avançar bastante nos próximos quatro anos”, disse Geraldo Alckmin, ao ser questionado pela imprensa, sobre a expectativa do governo para a educação. Já em relação ao ensino médio, ele considerou correta a proposta de recomposição da carga horária 2.400 horas, para a FGB (Formação Geral Básica), podendo haver exceção nos cursos técnicos (de 800 e 1000 horas), fixando, nesse caso, um mínimo de 2.200 horas de FGB. “É fundamental seguir uma base boa, porque no mundo moderno, você se prepara para fazer uma coisa e a vida te leva para fazer outra. Então, se ele [estudante] fizer o curso técnico junto [com o ensino médio], aí ele sai com dois diplomas, o do ensino médio e o do técnico, podendo fazer faculdade, se quiser, e também já pode trabalhar e fazer faculdade. Eu diria que é uma boa proposta”, concluiu.