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“Se o arcabouço fiscal se traduzir em aumento de impostos, eu serei contra”, diz deputada baiana

Em meio as discussões lá em Brasília, acerca das novas regras para as contas do governo, com o chamado *’Arcabouço Fiscal‘, apresentado pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda), no último dia 30, plano que está no Congresso para ser aprovado, a deputada baiana Roberta Roma (PL), se manifestou nesta segunda-feira (3), mesmo admitindo ainda não está muito inteirada sobre o assunto. “Se o arcabouço fiscal se traduzir em aumento de impostos, eu serei contra! Ainda não me debrucei sobre a matéria, estamos analisando-a, mas pretendo me aprofundar e estimular o debate sobre um tema que é de grande importância para o Brasil“, publicou ela em suas redes sociais.

A princípio, a ideia do governo foi bem aceita pelo mercado. Mas a exemplo da deputada, economistas e outros parlamentares também chamam a atenção para possibilidades de haver aumento de impostos.

Por outro lado, a proposta de Haddad prevê aumento na receita do governo em cerca de R$150 bilhões, mas afirma que o montante não virá da criação de novos impostos, mas sim do chamou de fim dos “jabutis tributários”.

Mesmo ainda na incerteza sobre a medida, a neófita no parlamento, mas demonstrando seu posicionamento Roberta Roma diz que aumentar imposto significa reduzir investimentos no país. “Esse é um ciclo que só gera mais pobreza e compromete o nosso desenvolvimento econômico. Não acredito que seja solução para uma economia que já está tão fragilizada e um povo que está tão sofrido pela falta de oportunidades“, argumenta.

Por definição, “Arcabouço Fiscal é um conjunto de medidas, regras e parâmetros para a condução da política fiscal – controle dos gastos e receitas de um país. O governo busca, com isso, garantir credibilidade e previsibilidade para a economia e para o financiamento dos serviços públicos como saúde, educação e segurança pública“, conforme publicou a Agência Brasil.

A sua criação, dará fim ao chamado ‘Teto de Gastos’ criado no governo Michel Temer, em 2016.
Quem desejar entender melhor as novas regras, a Agência traz mais detalhes. Clique aqui.


Em tom de crítica, embora sugerindo o diálogo para chegar ao melhor acordo, Roma insinua que o governo Lula ao invés de arriscar causar uma crise econômica, efetue cortes na própria carne “diminuindo a quantidade de ministérios, por exemplo, que saltou de 23 [no governo Bolsonaro, o qual ela apoiava], para 37 no atual governo“. E aposta que a Reforma Administrativa, seja o caminho para isso.

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