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Por quê os sul-coreanos estão migrando da cidade para a zona rural?

Seul, capital da Coreia do Sul, é uma grande metrópole com seus arranha-céus, metrôs de última geração, cultura pop e riqueza tecnológica. Toda essa estrutura, aparentemente poderia servir de atrativo para que a sua população, hoje estimada em cerca de 10 milhões de habitantes, continuasse a crescer nos próximos anos.

Somando esse número de pessoas com os residentes na área metropolitana, a região chega a cerca de 25 milhões de habitantes. Aproximadamente, metade da população do país.

Mas constatou-se que um número crescente de sul-coreanos, está experimentando uma nova aventura. Trata-se do kwichon, que significa ‘retorno ao rural‘, segundo Su Min Hwang, editora do Serviço Coreano da BBC.

Matéria publicada pelo site BBC News, revela que uma pesquisa realizada em 2021 pelo Escritório Nacional de Estatísticas e pelo Ministério da Agricultura, Alimentos e Questões Rurais da Coreia do Sul, mostrou que 515.434 pessoas abandonaram Seul naquele ano e mudaram-se para vilarejos de agricultores ou pescadores – 4,2% a mais que no ano anterior.

Desse total, quase a metade, 235.904 é de jovens com menos de 30 anos, buscando alternativas de vida no campo, aponta o levantamento.

Província de Jeolla do Sul fica no sudoeste da Coreia do Sul (Foto: Getty Images)

Os motivos para essa mudança, são variados e vão desde depressão ao desejo de resgatar os cultivos campestres. Porém, o isolamento no período da pandemia, ajudou a acelerar o processo.

Recentemente, muitos jovens de Seul encerraram suas carreiras e, descontentes com seu trabalho e suas perspectivas, decidiram mudar-se para tentar a sorte no campo. E parece que muitos estão gostando“, explica Ramón Pacheco Pardo, professor de relações internacionais e especialista em assuntos coreanos e do leste asiático do King’s College de Londres.

Segundo a BBC, no ano passado a jornalista Julie Yoonnyung Lee, visitou a pequena cidade de Suncheon, na província de Jeolla do Sul e entrevistou uma família que contou um pouco sobre sua trajetória.

Mãe e filhos viviam em Seul e decidiram trocar os ruídos do tráfego pelo cacarejar das galinhas e o apartamento minúsculo da família na capital, por uma casa tradicional de madeira e teto curvado.

Na porta da nova casa, há uma plantação de batatas, milho, berinjelas, pimentões e alface. À jornalista, a família diz que a vida delas era muito diferente, pouco tempo atrás. “Agora, coloco um pé para fora de casa e todo o terreno é um espaço de jogos. Rego os pimentões, as berinjelas e as alfaces todos os dias“, contou Yun Sihu, a filha de 11 anos.

Confira a matéria completa clicando aqui.

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