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Os números e as caras da fome, no Brasil e no mundo: assustadores

Em um país chamado Brasil, onde os governantes, ao invés de fomentar a oferta de empregos (ou ao menos apresentassem algum esboço em seus planos de campanhas eleitorais), ficam criando bolsa e auxílio emergenciais, o número de pessoas passando fome, por não ter dinheiro para se alimentar, só cresce assustadoramente, dia a dia.

A edição de 2022 do relatório O Estado de Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo, publicado nesta quarta-feira (6), pela FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), em parceria com o FIDA (Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola), o UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), o WFP (Programa Mundial de Alimentos da ONU) e a OMS (Organização Mundial da Saúde), traz a realidade do mapa da fome, a nível mundial.

Segundo o levantamento, em 2021, no mundo, o número de pessoas afetadas pela fome chegou a 828 milhões. Apenas durante a pandemia da Covid-19, mais de 150 milhões, engrossaram a fila da chamada, insegurança alimentar.

Aqui no Brasil, de acordo com o relatório, no ano passado já somava 61,3 milhões de famintos. Pessoas sem perspectivas de levar o mínimo necessário para casa, para alimentar a si próprio e sua família. Ou seja, às vezes até conseguem o que comer naquele dia, porém, não sabem se terão no dia seguinte.

Situação essa, que só vem se agravando nos últimos meses. Mesmo quem possui uma renda e vai aos mercados, tem sentido no bolso e cada vez, seu dinheiro consegue comprar menos do que necessita.

No Brasil a prevalência de insegurança alimentar grave em relação à população total aumentou de 1,9% – 3,9 milhões – entre 2014 e 2016 para 7,3% – 15,4 milhões – entre 2019 e 2021. A prevalência de insegurança alimentar moderada ou grave, em relação à população total, aumentou de 37,5 milhões de pessoas (18,3%) entre 2014 e 2016, para 61,3 milhões de pessoas (28,9%) entre 2019 e 2021“, diz o relatório.

Quando o inclui a situação de fome moderada, os números são ainda mais preocupantes. Cerca de 2,3 bilhões de pessoas (29,3% dos habitantes mundiais), enfrentaram insegurança alimentar em 2021. “350 milhões a mais em comparação com antes do surto da pandemia de COVID-19. Cerca de 924 milhões de pessoas (11,7% da população global) enfrentaram a insegurança alimentar em níveis severos, um aumento de 207 milhões em dois anos“, sinaliza o levantamento.

O relatório completo, publicado no portal da ONU/Brasil, traz os números da fome global, classificados por gêneros, faixas etárias e relatos dos especialistas… Clique aqui e confira.

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