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Primeira Procissão de Sanfoneiros de Cruz das Almas, deixou gosto de “quero mais”

Sanfoneiros e sanfoneiras, cantores e cantoras de diversas partes do país, participaram em Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, na manhã deste sábado (4), da 1ª Procissão de Sanfoneiros da cidade, promovido pela cantora Paulinha Forrozeira.

O evento teve início com uma Missa Solene, às 8:30 na Igreja Matriz (Praça Senador Temístocles), celebrada pelo padre Josevaldo. Em seguida os músicos seguiram em procissão, pelo entorno da praça puxados por um carro de som, encerrando em um palco em frente a prefeitura. No repertório, muitas músicas do Rei do Baião, um dos homenageados do dia e também forró da atualidade.


Eu estou muito emocionada. [Quero] agradecer a todos… à prefeitura por ter nos liberado o espaço, à todos os patrocinadores, ao Mercado DFácrica, á toda oposição, à toda situação, à todos que puderam nos ajudar. Porque eu queria realmente trazer a cultura de Cruz das Almas [para as ruas], isso era um objetivo de muito tempo e Deus permitiu que fosse no mês de Luiz Gonzaga, no mês de Santa Bárbara que é a protetora de mulheres guerreira. Muito obrigada à todos vocês que estiveram presentes aqui hoje“, agradeceu a organizadora Paulinha.

Personagens e o público

Imagem: Reprodução/Divulgação

Contando com a participação de cerca de 60 artistas de diversas partes do país, como por exemplo, cidades do estado do Piauí, Feira de Santana e outras da Bahia, assim como a própria Cruz das Almas, a primeira Procissão de Sanfoneiros, atraiu o público que foi à praça dançar muito forró, além daquelas pessoas que mesmo trabalhando, saiam às portas das lojas para prestigiarem a festa.

Entre os personagens folclóricos dos eventos culturais da cidade, está o vaqueiro “Onça”. Todo caracterizado com seu gibão, ele revelou não ter dormido direito na noite anterior, na ansiedade do momento de participar da procissão e homenagear seu grande ídolo Luiz Gonzaga. “É muita emoção… eu não dormi direito pensando nesse evento tão bonito. Eu que fui muito elogiado, está aqui representando os vaqueiros da zona rural. E a gente tem que mostrar como é a vida no campo. Que sempre venha um evento desse para Cruz das Almas. Elogiar os fazendeiros que dão emprego aos vaqueiro e lembrar Luiz Gonzaga que foi o pioneiro da zona rural para o mundo inteiro. Elogiar os vaqueiros de Cruz das Almas, da Bahia e do Brasil“, contou o vaqueiro.

Além do vaqueiro Onça, havia gente caracterizada de cangaceiro e para lembrar ainda mais o clima junino, lá estava a turma dançando quadrilha.

Também presente no evento, o presidente da Câmara de Vereadores, Thiago Chagas, parabenizou a organizadora do evento e falou de sua emoção em participar, “pra mim é uma emoção muito grande ver a cultura da nossa cidade se fortalecendo. Que essa procissão de sanfoneiros que já nasce forte, seja a primeira de muitas. Quero parabenizar Paulinha Oliveira por sua garra em organizar esse evento e que Cruz das Almas se consolide cada vez mais como terra da cultura e do melhor São João“.

Como um empresário de visão, Alípio Júnior o “Alipinho”, um dos sócios do Mercado DFábrica e dirigente do Doce Mel Esporte Clube, estampou sua marca no evento dos sanfoneiros e acompanhou a procissão de perto. “Quando vimos para cá com o Doce Mel, eu falei que o clube não viria apenas para utilizar o estádio [Barbosão] da cidade. O Doce Mel viria para fazer parte da história e contribuir para o desenvolvimento de Cruz das Almas. Então, através do Doce Mel, estamos patrocinando eventos de esportes da cidade e através do Mercado DFábria, que inauguramos este anos aqui, estamos patrocinando eventos culturais como esse, muito bonito e com certeza, a cada ano vai crescer e ganhar uma proporção muito grande“, disse o empresário.

Um dos representantes da música gospel na cidade, Max Williams, o “Forrozeiro Adorador”, também foi prestigiar o evento promovido pela amiga Paulinha Forrozeira. Num entendimento de que, no sincretismo, o profano e religioso podem dialogar tranquilamente, ele diz que ao menos no estilo musical que resolveu seguir, abre-se uma perspectiva para a descoberta da diversidade do forró. Dê um play e confira a entrevista

*Atualizado hoje (6) às 9h

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