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Há 43 anos nascia em São Paulo o MNU: movimento contra o racismo

*Colaboração: Prfª Eunádia Santos de Souza

O ano era 1978. O mês julho. O dia 7, como hoje. O cenário foi as escadarias do Teatro Municipal, na Praça Ramos de Azevedo, centro da cidade de São Paulo. Lá, naquela época, centenas de pessoas pretas, se reuniram em protestos contra a violência contra os negros e instituíram o Ato Público Contra o Racismo.

É o que mostra matéria publicada no Ecoa/Uol. “O ato foi organizado por um grupo de jovens que, em plena ditadura militar (1964-1985), se reuniram para dar um fim ao silêncio e denunciar o racismo diário que pessoas negras viviam no Brasil“, diz um trecho do texto.

De acordo com a postagem, um dos maiores legados desse ato, foi exatamente a criação do MNU (Movimento Negro Unificado), juntando-se a outro grupo já existente, o FN (Frente Negra), para debater o racismo.

Também naquele mesmo ano, segundo a publicação, no mês anterior, várias organizações de artistas, atletas e intelectuais negros se reuniam no Cecan (Centro de Cultura e Arte Negra) e saíram estruturados em um só movimento: o Mucdr (Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial), objetivando unir negros e negras de todo o país em torno da luta contra o racismo e a promoção da cultura e história negra no Brasil.

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O 7 de julho

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Marcamos a data para lançar o movimento em praça pública. Passamos a distribuir a convocatória nos bailes black, na rua, nos nossos grupos. A gente se reuniu na Rua da Consolação, compusemos as faixas e descemos para o centro“, conta o co-fundador do Movimento Negro Unificado, José Adão, ouvido pelo Ecoa.

Entre os nomes presentes na manifestação, estava também a professora, filósofa, antropóloga, política e escritora Lélia Gonzalez, que revela ter sentido forte emoção naquele ato, que até retratou o ocorrido no no livro Lugar de Negro.

Estávamos lá, nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo. Muita atividade (distribuição da carta aberta à população, colocação de cartazes, faixas etc.), muita alegria, muita emoção. As moções de apoio chegavam e eram lidas com voz forte e segura. A multidão aplaudia. Como aplaudia os discursos que se sucediam“, descreveu ela.

Confira a íntegra da matéria clicando aqui

*Crédito da Imagens:

**Topo: Ademir/Folhapress

***Central: Ze Carlos Barretta

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