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Escassez de mão de obra qualificada custa R$ 335 bilhões ao setor produtivo 

Documento do MBC reúne metas para ampliar a formação profissional, reduzir a informalidade e diminuir a judicialização trabalhista até 2030

*Por: Assessoria de Comunicação

A dificuldade das empresas para contratar profissionais qualificados voltou ao centro do debate sobre produtividade e crescimento econômico no Brasil. Em meio às discussões sobre a escassez de mão de obra, o Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresenta uma agenda de propostas para enfrentar esse desafio. Reunidas no Compromissos para um Brasil Competitivo, as medidas partem do diagnóstico de que a escassez de mão de obra qualificada gera um impacto anual estimado em R$ 335 bilhões ao setor produtivo brasileiro. 

O documento mostra que o país reúne 4,8 milhões de jovens que não estudam nem trabalham, enquanto apenas 21,5% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em cursos técnicos ou profissionalizantes. Ao mesmo tempo, levantamento recente da ManpowerGroup aponta que 80% dos empregadores brasileiros enfrentam dificuldades para preencher vagas, evidenciando o descompasso entre a formação profissional e as demandas do mercado. 

O mercado de trabalho mudou mais rapidamente do que a capacidade do país de formar profissionais com as competências demandadas pelas empresas. Aproximar educação e setor produtivo é fundamental para elevar a produtividade e aumentar a competitividade brasileira“, afirma Tatiana Ribeiro, diretora-executiva do MBC. 

Além do déficit de qualificação, o documento destaca que 37,3% da força de trabalho atua na informalidade, o equivalente a 38,1 milhões de brasileiros, e que o país acumula 2,12 milhões de ações trabalhistas, índice superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Como parte da agenda apresentada no documento, o MBC estabelece três metas neste compromisso: elevar para 35% a participação de estudantes no ensino médio técnico e profissionalizante até 2030; reduzir o estoque de ações trabalhistas para 1,48 milhão e diminuir a taxa de informalidade para 35%. Para alcançar esses objetivos, o documento reúne propostas como a criação de um Sistema Nacional de Avaliação da Educação Profissional, a ampliação de programas de qualificação alinhados às demandas das empresas, a modernização da Lei da Aprendizagem e o aperfeiçoamento das relações trabalhistas para acompanhar as transformações da economia digital. 

De acordo com Tatiana, ampliar a oferta do ensino técnico profissionalizante é um passo essencial para enfrentar um dos principais entraves à competitividade brasileira. “A escassez de profissionais qualificados aumenta o Custo Brasil e limita o crescimento das empresas. Fortalecer a educação profissional e modernizar as relações de trabalho são agendas complementares para aumentar a produtividade, ampliar a formalização e preparar o país para as transformações da economia“, conclui. 

SOBRE O MBC: O Movimento Brasil Competitivo (MBC) é uma organização empresarial, suprapartidária, que ajuda o Brasil a ser mais competitivo. Sua atuação combina advocacy qualificado, construção de consenso público-privado e projetos concretos, com independência técnica e visão sistêmica. Com mais de duas décadas de trajetória e construção de uma agenda estruturante, o MBC reúne grandes empresas, especialistas e o poder público em torno de dois pilares estratégicos: a Redução do Custo Brasil, com foco em energia e governança regulatória, e a Transformação Digital da economia, com ênfase em inteligência artificial e governo digital. Esse trabalho se organiza em geração de dados, comitês estratégicos e projetos de governança com estados e articulação parlamentar por meio da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, e vai além da agenda de um setor em particular.

  • Conteúdos assinados são de responsabilidade dos próprios autores e das autoras.

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