Modelo a ser seguido: Colégio de Tempo Integral transforma vidas de alunos com aprendizados extra sala de aula, em Salvador
O texto de uma reportagem da jornalista Dandara Amorim, da assessoria de comunicação do Estado da Bahia, divulgado nesta sexta-feira (13), revela logo no primeiro parágrafo que, “vivenciar experiências do cotidiano que são partes da natureza, mudar a perspectiva de pensamento na sala de aula e fora dela. É assim que Pâmela Vitória, de 17 anos, estudante do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, no bairro do Arenoso, em Salvador, vê a oportunidade ofertada dentro do espaço escolar“.
A profissional está se referindo ao projeto Florestópolis, uma iniciativa desenvolvida pelo colégio da capital baiana e que, em parceria com a Uneb (Universidade do Estado da Bahia), vem transformando “o colégio de tempo integral em um laboratório vivo de agroflorestamento“.
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“Aprendi de forma objetiva a colocar a planta na terra“, afirmou Pâmela. Para ela, que é estudante do colégio que está situado em território quilombola, ‘o aprendizado vai muito além da sala de aula‘.
De acordo com as informações, a escola da rede pública do Estado “se torna um local para cultivar conhecimento e construir novos caminhos para cerca de 900 jovens baianos, matriculados no Ensino Fundamental II, Médio/Técnico e na Educação de Jovens e Adultos (EJA)“.
Marcos César Guimarães, diretor do colégio acredita que, além dos aspectos de aprendizado para os alunos, o projeto ‘possibilita recuperar áreas degradadas e contribuir para a recomposição da mata nativa, ao mesmo tempo em que incentiva o plantio de sementes e mudas que podem ser utilizadas na alimentação‘. Também foi divulgado que a iniciativa foi destacada pelo Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia) “e conquistou o terceiro lugar no Prêmio Bahia Sustentável 2024, na categoria Tecnologia Social Sustentável“.
Modelo a ser seguido: a ideia da atividade extra sala de aula do Colégio Estadual Clarice Santiago dos Santos, apesar de não ser novidade, é um modelo que merece ser ampliado e seguido por outras escolas públicas. Segundo a reportagem, ” a proposta integra diferentes áreas do conhecimento, como biologia, geografia, artes e química”. E afirma que “professores e estudantes trabalham juntos nas atividades, ampliando as possibilidades de aprendizagem dentro e fora da sala de aula, diretamente na terra”.

Para o professor de biologia, Joctã Moura, “o que acho mais extraordinário é a gente abrir os livros e pegar todo aquele conhecimento científico, didático, e trazer para as aulas práticas. Aqui os meninos e meninas conseguem compreender a fertilização do solo, a ação dos micro-organismos, a ação dos fungos e das bactérias”, relatou ele para a repórter.
Colégio de Tempo Integral: conforme a divulgação, atualmente a Bahia conta com cerca de 700 colégios de tempo integral, “resultado de um investimento superior a R$ 9,7 bilhões na ampliação da infraestrutura e na expansão desse modelo educacional, com a construção, reforma, ampliação e requalificação de unidades de ensino. Cerca de 175 mil estudantes estão matriculados no Ensino Médio em tempo integral, na rede de ensino do Estado”.
Área favorável: um dos aspectos que favorece a implantação do projeto Florestópolis, é o fato de a escola está situada em uma área que “o espaço é rodeado por árvores e hortas que ajudam a complementar a alimentação dos estudantes. Há cultivo de maracujá, cana-de-açúcar, mamão, cacau, hortelã-grosso, alface, entre outras matérias-primas que deixam o prato do almoço mais colorido e saboroso”.
