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Acordo entre União Europeia e Mercosul foi aprovado nesta sexta: confira os principais pontos das negociações

Após quase 30 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e a UE (União Europeia), foi aprovado nesta sexta-feira (9), em Bruxelas, na Bélgica, pelo Conselho dos países europeus e apesar da resistência da França, a previsão é de que a assinatura ocorra no próximo sábado (17), em Assunção, Paraguai. O tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, para um mercado de mais de 700 milhões de consumidores.

Uma publicação do Uol, destaca que o chanceler argentino Pablo Quirino usou a conta dele na rede social X para anunciar a assinatura do acordo. “Assinaremos em 17 de janeiro no Paraguai um acordo histórico e o mais ambicioso entre ambos os blocos“. Também Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, diz está ansiosa para assinar o que ela classificou como “acordo comercial histórico“.

Ainda segundo a matéria, embaixadores dos 27 estados-membros do bloco europeu reforçaram as posições de seus governos. Antes de começar a vigorar, o acordo precisa do apoio de 15 países (que representam 65% da população total do bloco) e do Parlamento Europeu. “É um acordo fundamental para a União Europeia, no plano econômico, político, estratégico e diplomático“, disse Olof Gill, um dos porta-vozes da Comissão dos 27 estados. Porém, cerca de 150 deputados europeus (de um total de 720), sinalizaram divergências e ameaçam recorrer à Justiça. Leia a postagem completa clicando aqui.

1. Eliminação de tarifas alfandegárias

  • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
  • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
  • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

2. Ganhos imediatos para a indústria

  • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

>>Setores beneficiados:

  • Máquinas e equipamentos;
  • Automóveis e autopeças;
  • Produtos químicos;
  • Aeronaves e equipamentos de transporte.

3. Acesso ampliado ao mercado europeu

  • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
  • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
  • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

  • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
  • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
  • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
  • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
  • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
  • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

5. Salvaguardas agrícolas – UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

  • Importações crescerem acima de limites definidos;
  • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
  • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

6. Compromissos ambientais obrigatórios

  • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
  • Cláusulas ambientais são vinculantes;
  • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

7. Regras sanitárias continuam rigorosas

  • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários;
  • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

8. Comércio de serviços e investimentos (Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros) – Avanços em setores como:

  • Serviços financeiros;
  • Telecomunicações;
  • Transporte;
  • Serviços empresariais.

9. Compras públicas

  • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
  • Regras mais transparentes e previsíveis.

10. Proteção à propriedade intelectual

  • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
  • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

  • Capítulo específico para PMEs;
  • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
  • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

12. Impacto para o Brasil

  • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
  • Maior integração a cadeias globais de valor;
  • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

13. Próximos passos

  • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
  • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
  • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
  • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

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