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Previsão de chuvas para setembro faz moradores e comerciantes do Centro Histórico de Porto Alegre relembrarem a tragédia de 2024; mostra pesquisa da CDL

A chegada do mês de setembro, trouxe para os portoalegrenses e moradores que escolheram a capital gaúcha como seu novo habitar, especialmente a região do Centro Histórico da cidade, uma memória angustiante. A tragédia provocada pelas enchentes das fortes chuvas que atingiram Porto Alegre em 2024, causando mortes e perdas materiais.

A nota diz que a entidade realizou uma pesquisa com moradores e empresários do Contro Histórico da capital gaúcha na qual 56,5% deles, citam “a tragédia climática como a principal causa da deterioração do local, acelerando o esvaziamento de negócios e residências“.

O receio da população está aliado com a atual previsão da MetSul Meteorologia, que projeta volumes elevados de chuva ao longo das duas primeiras semanas do mês, no Estado, “com possibilidade de temporais, rajadas de vento e queda de granizo“.

Também foi informado que nesse um ano e meio após o ocorrido, “a prefeitura de Porto Alegre realizou obras para melhorias no sistema de contenção da cidade, mas ainda assim a população tem vívida a memória do período“. O levantamento feito pela CDL mostra ainda que, entre os comerciantes que deixaram o local, 17% apontam queda brusca no movimento como o fator determinante. Um percentual parecido de moradores que optaram mudar de endereço, diz ter motivação na vulnerabilidade climática.

Para Irio Piva, presidente da CDL Porto Alegre, “as enchentes impactaram não apenas a infraestrutura, mas também a confiança de quem vive e empreende no Centro Histórico. O desafio agora é reconstruir e criar soluções que tornem a região resiliente diante de novos eventos climáticos”.

O texto ressalta que apesar do cenário adverso, a população demonstrou na pesquisa, ter um forte vínculo afetivo com o Centro Histórico. “Mais da metade das associações espontâneas feitas pelos entrevistados sobre a região têm conotação positiva, ligadas à memória cultural e ao Mercado Público, um dos símbolos da cidade“.

Piva considera que esses dados mostram a importância de reforçar o debate sobre ações de melhoria no Centro Histórico da capital. “A reconstrução do Centro Histórico deve se apoiar em soluções de urbanismo sustentável, drenagem eficiente e planejamento que previna novos desastres. Só assim será possível transformar a tragédia em oportunidade de revitalização“. Conheça a pesquisa completa clicando aqui.

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