“Isso é uma ofensa sem tamanho à história do futebol brasileiro”, diz Galvão Bueno sobre a mudança da cor da camisa 2 da Seleção; CBF nega
Após a polêmica que ganhou as redes sociais, relacionado a mudança da cor do segundo uniforme da Seleção Brasileira, nesta segunda-feira (28), depois que a notícia foi vazada pelo site Footy Headlines, conforme informou o Uol, praticamente todos programas esportivos de todos os veículos de comunicação do país, discutiram e criticaram a ideia.
O principal narrador de futebol da TV brasileira contemporânea e apresentador de programas esportivos, Galvão Bueno, também comentou e fez duras críticas à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e à fornecedora oficial dos uniformes da seleção, pela ideia que ele chamou de “criminosa“, de mudar a cor da camisa azul, para vermelha na disputa da Copa de 2026.
“Saiu a notícia, de que a fornecedora de camisas da Seleção, com acordo com a CBF, para a Copa do Mundo de 26, a camisa azul vai deixar de existir. E vai ter uma camisa vermelha… isso é uma ofensa sem tamanho à história do futebol brasileiro. Eu tô muitíssimo na bronca“, desabafou o veterano, que afirma ter narrado 52 jogos da Seleção em 13 edições de Copas do Mundo.
Galvão descreveu a Seleção Brasileira, como uma instituição “muito séria, muito rica, de grandes conquistas, de alguns momentos difíceis…”. E relembrou que a Seleção jogou a final da Copa de 1958 contra a Suécia, com a camisa azul. “Ela foi usada pela primeira vez, na Copa do Mundo de 1938“, destacou ele, acrescentando que a equipe fez 12 jogos usando a referida camisa ao longo das Copas Mundiais.
Em 1994, na conquista do Tetra, “foram três jogos“, recordou o narrador, demonstrando um sentimento especial por ter recebido de presente do jogador Romário naquele ano, a camisa 11 após a partida contra a Suécia, que o “Baixinho” fez o gol de cabeça.
O desabafo de Galvão foi na noite desta segunda-feira, durante o novo programa que ele apresenta na TV Band “Galvão e Amigos“, com participações de Walter Casagrande, Mario Naves, Falcão, Vanderley Luxemburgo (ausente ontem) e convidados, como o ex-zagueiro Ricardo Rocha.
Em um telão do programa, Bueno mostrou e leu trecho de um Artigo do Estatuto da CBF (foto do topo), que trata sobre as cores dos uniformes da Seleção, e abriu o debate para os demais participantes da atração.

“Um horror“, resumiu Falcão ao iniciar o comentário. “Um horror, também“, iniciou Casagrande, ao fazer sua análise. “Eu também não concordo“, disse Mauro Naves no começo da fala. “Discordo“, mandou Ricardo Rocha, acrescentando ser desrespeito à 1ª Copa (1938) em que o time jogou com a camisa azul.
A CBF: após a repercussãp negativa sobre a cor da camisão da Seleção, em nota oficial na conta do Instagram, a CBF informou nesta terça-feira (29), que a “Confederação Brasileira de Futebol (CBF), esclarece que as imagens divulgadas recentemente de supostos uniformes da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026 não são oficiais. – Nem a CBF e nem a Nike divulgaram formalmente detalhes sobre a nova linha da Seleção. A entidade reafirma o compromisso com seu estatuto e informa que a nova coleção de uniformes para o Mundial ainda será definida em conjunto com a Nike“.