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Campanha de combate às arboviroses é lançada na Bahia, com plano de ação 2024/2025

O evento contou com presenças de autoridades de saúde, gestores e especialistas, que discutiram as estratégias para enfrentar essas doenças e reorganizar os serviços assistenciais no Estado.

Para Rivaldo Venâncio, secretário adjunto da Vigilância do Ministério da Saúde, “não se combate a dengue apenas nos hospitais ou em campanhas de vacinação. O controle das arboviroses depende da mobilização das comunidades, do saneamento básico, da educação e do meio ambiente. É uma missão compartilhada”, afirmou Venâncio.

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De acordo com as informações divulgadas neste sábado, o plano baiano de para o combate às arboviroses, é guiado por seis eixos estratégicos: 1) prevenção, que prevê o fortalecimento de campanhas educativas e a eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti; 2) vigilância, foca no monitoramento contínuo dos casos e na aplicação de novas tecnologias para o mapeamento de focos; 3) controle vetorial, reforça as ações de campo e o uso de soluções inovadoras para conter a proliferação do mosquito; 4) reorganização da rede assistencial, que visa à expansão das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e à modernização dos hospitais; 5) preparação e resposta a emergências, prevê uma mobilização rápida durante surtos e a ampliação da infraestrutura hospitalar; 6) comunicação, busca engajar a população na prevenção e disseminação de informações corretas para minimizar os riscos das doenças transmitidas pelo vetor.

Zaine Lima, diretora de Gestão de Serviços de Saúde, entende que: “ter uma rede preparada significa salvar vidas. Isso envolve desde a reorganização das Unidades Básicas de Saúde até a ampliação das emergências hospitalares e a qualificação das equipes de saúde. Nossa resposta deve ser rápida e integrada para evitar complicações graves”, afirmou a diretora.

Números de casos em 2024

(Foto: Leonardo Rattes)

Dados atualizados mostram 232.623 casos prováveis de dengue em 2024 na Bahia, um aumento de 395% em relação ao ano anterior. O estado também registrou 16.491 casos de chikungunya e 1.166 de zika, além de 1.077 casos de febre do oropouche“, sinaliza o comunicado.

Apesar desses números, Márcia São Pedro, diretora de Vigilância Epidemiológica do Estado, informou que em algumas regiões da Bahia, foi possível dar uma estabilizada, porém, ainda há a necessidade de avançar em ações preventivas.

O subsecretário da Saúde do Estado, Paulo Barbosa, destacou que, ao longo de 2024, o governo baiano investiu mais de R$ 23 milhões em ações intersetoriais. “As operações foram reforçadas com a aquisição de kits para agentes de combate às endemias, realização de mutirões de limpeza e operações conjuntas com o Corpo de Bombeiros para alcançar áreas de difícil acesso. Isso, além da capacitação de profissionais da assistência e a disponibilização de equipamentos e medicamentos para os municípios mais afetados pelas arboviroses”.

Marcus Prates, diretor de Atenção Básica da Bahia, reforçou a importância do atendimento primário como base para o enfrentamento das epidemias. “A Atenção Básica é a porta de entrada do sistema de saúde. É nela que conseguimos realizar o primeiro atendimento e identificar precocemente casos suspeitos para evitar o agravamento das doenças e aliviar a pressão sobre os hospitais e UPAs”, declarou.

Já o médico infectologista Antônio Bandeira, representante da Sociedade Brasileira de Infectologia e servidor da Sesab, deu dicas para evitar complicações das vítimas. “A medida mais importante para evitar complicações graves de dengue é a hidratação vigorosa já nos primeiros atendimentos. Com uma triagem eficiente e identificação precoce dos sinais de alarme, podemos salvar vidas e evitar internações em estado crítico”, alertou.

Mobilização nacional: Rivaldo Venâncio e Paulo Barbosa, concordam numa mobilização nacional para o combate aos vírus. Para isso, alocação de recursos e apoio técnico para os estados e municípios são fundamentais. Também consideram importante a colaboração de todos, sociedade e governos para erradicar o surto da doença.

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