Fabricantes de automóveis da Alemanha, que eram considerados a joia da coroa da economia do país, estão vendo seus lucros minguarem nos últimos meses. Volkswagen, Mercedes e BMW, perderam vendas em todo o mundo.
“Elas lutam para retomar seu antigo esplendor, mas muitos especialistas afirmam que a indústria automobilística alemã não soube se adaptar aos novos tempos”, a informação foi publicada pelo portal BBC News Brasil desta quarta-feira (4). “O setor ficou restrito a um antigo modelo industrial que, hoje, não funciona mais“, complementa o texto assinado por Cristina J. Orgaz, da BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.
A publicação afirma que os diretores das empresas demoraram para reconhecer a migração do mercado para os veículos elétricos e por esse motivo, enfrentam dificuldades para competir com concorrentes como Tesla e as fábricas chinesas.
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O principal exemplo disso é a Volkswagen. A gigante anunciou em setembro a elaboração de um plano drástico para redução de custos.
Segundo a matéria, “a fabricante alemã, que possui cinco unidades produtoras no México e quatro no Brasil, pretende cortar bilhões de euros nas suas fábricas na Alemanha“. Em um comunicado, a compnia frisou haver necessidade de reduzir os custos para voltar a ser competitiva, após amargar queda de 64% dos seus lucros, no terceiro trimestre de 2024.
Para Federico Foders, economista emérito do Instituto de Economia Mundial de Kiel, na Alemanha, “a falta de avanços tecnológicos ocorreu em um momento em que os automóveis alemães eram vendidos a preços relativamente altos, em comparação com outros produtores europeus, americanos e japoneses“, declarou ele à BBC News Mundo.
Trabalhadores da Volkswagen iniciaram paralisações de duas horas nas linhas de montagens em algumas fábricas, na segunda-feira (2). Sindicatos sinalizaram para greve de advertência, caso não haja um acordo. “Um porta-voz da empresa declarou que o fabricante respeita o direito de greve dos trabalhadores e tomou medidas para garantir o nível básico de fornecimento aos clientes, minimizando os impactos da greve” pontua a postagem. Clique aqui e confira o texto completo.
