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Opostos mas unidos em bom “tom”, em prol de um bem maior: o simbolismo dessa imagem

Uma imagem chamou bastante a atenção da imprensa, dos analistas políticos e talvez, principalmente, do eleitorado, nesta sexta-feira (29). No Palácio do Planalto, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebeu o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito reeleito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), para assinatura de contrato de mobilidade urbana para o maior Estado do país.

Apesar da importância da liberação de cerca de R$10,6 bilhões, especialmente para a obra de infraestrutura no transporte metroviário que vai ligar a cidade de São Paulo até a cidade de Campinas, no interior do estado, o que chamou a atenção mesmo foi outro detalhe…

Os três chefes dos Executivos Federal, Estadual e Municipal, embora em lados opostos da política partidária, provavelmente numa mera jogada de marketing, mas especialmente, para mostrar que, na política, diferentemente do que tem-se travado num radicalismo chulo e medíocre que vem manchando o país com cores mórbidas nos últimos anos, vestirem-se uniformemente para celebrar parcerias administrativas em nome de um bem maior, que é o interesse da sociedade, sempre será de bom “tom”. E nesse caso, não se trata apenas do tom das cores dos belos ternos do trio.

O encontro para assinar o contrato do dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e que faz parte do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da NIB (Nova Indústria Brasil), também servirá para a aquisição de cerca de 1.300 ônibus elétricos para circular na capital paulista, conforme informou o Planalto.

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Para quem acompanha minimamente a política, nem precisa apresentar que Freitas é o principal pupilo bolsonarista no poder (e possivelmente ele será o sucessor de Bolsonaro na disputa contra, talvez, o próprio Lula pela presidência da República em 2026, caso seja mantida a inelegibilidade do ex-presidente) e Nunes, também teve apoio bolsonarista nas últimas eleições municipais para manter-se no cargo. Ganhou justamente do candidato apoiado pelo petista.

Certamente as alas mais extremistas do bolsonarismo e do lulismo, não gostaram nada do que viram ontem lá em Brasília.

É provável que aquele azul que vestiu os três líderes políticos opositores, também deve ter causado urticária no próprio Bolsonaro, que, envolvido em tantas denúncias, começa a sentir na pele o isolamento e enfraquecimento de um “capitão”, que não soube liderar a própria patente.

Mas para aquele eleitorado não chiita ou daltônico, quem sabe, ao invés de azul, ele possa ter enxergado alí, um “verde esperança”. Esperança por dias mais amenos no campo da disputa política, dentro de um processo Democrático de Direito, sabendo respeitar as diferenças e, principalmente, os resultados das urnas.

Se para os analistas políticos, os ternos azuis possam simbolizar uma estratégica marqueteira e para os eleitores radicais, um insulto, na real, isso pouco importa. – O que de fato, valeu mesmo, foi o legado do encontro… Um contrato de mais de R$10 bi, para a política de mobilidade para atender demandas da população.

O evento no Palácio do Planalto também contou com as presenças do vice-presidente e ministro da Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente do BNDES, Aloísio Mercadante e o ministro da Casa Civil, Rui Costa.

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*Dell Santana, é graduado em Comunicação Institucional (Faculdade Sumaré – SP), editor do Acesse News e filiado a ABI (Associação Baiana de Imprensa).

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