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Defesa de Bolsonaro não quer Moraes na investigação do suposto golpe de janeiro de 2023

A defesa de Jair Bolsonaro (PL), entrou com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (14), para o afastamento do ministro Alexandre de Moraes, das investigações que apuram os planos para a aplicação de um suposto golpe de Estado no país, em 8 janeiro de 2023, para tentar manter o ex-presidente no poder.

O caso voltou a repercutir na imprensa nos últimos dias, após novas investidas da PF (Polícia Federal).

Segundo o Uol, em petição enviada ao presidente do STF, Luís Roberto Barroso, os advogados de Bolsonaro apresentaram uma “arguição” indicando o impedimento de Moraes. “Diante do manifesto impedimento para a realização de qualquer ato processual no presente feito pelo seu nítido interesse na causa“.

A alegação é de que o ministro Alexandre Moraes, seria uma das vítimas do suposto plano e por isso, não deveria ser o relator do caso: “uma narrativa que coloca o ministro relator no papel de vítima central das supostas ações que estariam sendo objeto da investigação, destacando diversos planos de ação que visavam diretamente sua pessoa“, argumentam os advogados. No entendimento deles, Moraes “assumiu, a um só tempo, a condição de vítima e de julgador“. E pedem também que os atos determinados pelo ministro sejam anulados.

Baseada na delação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e em outras provas coletadas ao longo das investigações, a Polícia Federal deflagrou uma operação na última quinta-feira (8).

O portal informa que no dia seguinte, o ministro Moraes retirou o sigilo de um vídeo apreendido, no qual, Bolsonaro diz, sem provas, que haveria um acordo secreto do Tribunal Superior Eleitoral, ferindo a Constituição. “Eu vou entrar em campo usando o meu Exército, meus 23 ministros“, diz a gravação.

A publicação mostra ainda, que a defesa de Marcelo Câmara ex-assessor de Bolsonaro, também fez a mesma alegação à Corte.

Câmara é apontado pela PF, segundo a reportagem, de ser o responsável por um monitoramento do ministro Alexandre de Moraes, objetivando prendê-lo durante a tentativa do golpe. As suspeitas vieram à tona, após a Operação Tempus Veritatis (hora da verdade), da PF realizada da quinta-feira.

Nessa operação, agentes da PF foram até residência de Bolsonaro, em Angra dos Reis (RJ), para tentar recolher seu passaporte. O documento não estava no endereço, porém, foi encontrado no início daquela tarde, em Brasília.

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