Violência nas escolas: Ministério da Justiça dá ultimato; vereadores cruzalmense(a)s se posicionam
A onda de crimes e violência que vêm ocorrendo nas escolas em alguns estados brasileiros nos últimos dias, além de chocarem o país e deixar famílias enlutadas, continuam sendo um desafio e uma preocupação para as autoridades buscarem uma resoluções imediatas. Entre os alvos que o governo está mirando para este combate, estão as redes sociais. O Ministério da Justiça passará a exigir dessas plataformas, agilidade no fornecimento de informações à polícia, sobre conteúdos com apologia à violência e ameaças nas instituições de ensino.
Desde a semana passada, veículos de comunicação do país resolveram adotar novas política de coberturas sobres esses tipos de atos. Grupo Globo, Canal Meio, Band, CNN, Estadão, EBC, entre outros, informaram que deixaram de exibir vídeos, fotos, nomes e ações dos envolvidos, para evitar visibilidades e incentivos à novos ataques.
Mas, lamentavelmente, esse tipo de apelo parece ainda não chegou à membros e administradores de grupos de Whatsapp, por exemplo. Ainda é comum se ver compartilhamento desse tipo de conteúdo entre essas pessoas.
Mas é bom ficarem atentos porque nesta segunda-feira (10), o ministro da Justiça, Flávio Dino, anunciou que as plataformas digitais serão notificadas formalmente para colaborarem as investigações contra esses atos.
“Estamos vendo pânico sendo instalado no seio das escolas e das famílias e não identificamos ainda a proporcionalidade de reação das plataformas com essa epidemia de violência que ameaçam nossas escolas nesse momento… deixei claro na reunião que, se a notificação não for atendida, vamos tomar as providências policiais e judiciais contra as plataformas. Obviamente, não desejamos isso. Desejamos que as plataformas nos ajudem“, disse o ministro em entrevista à imprensa, reproduzido pela Agência Brasil.
Vereadore(a)s de Cruz das Almas

Na Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Cruz das Almas, no Recôncavo da Bahia, desta segunda-feira, parlamentares se manifestaram sobre essa questão. E ao menos as vereadoras Nádia Moura (Republicanos), Camila Moura (MDB) e o vereador Paulinho Policial (PSD), foram mais enfática(o)s acerca desse problema, em relação as escolas no município.
Já na abertura dos trabalhos da Casa, no momento de reflexão, Nádia Moura chamou a atenção para um pedido feito por seu filho. “[…de uma semana pra cá, a gente tem ouvido nas mídias, muitas notícias ruins. Muitas notícias runs mesmo. E hoje pela manhã eu atendi meu filho… ‘minha mãe, eu não vou pra escola dia 20 e seu eu puder não ir até dia 14, eu também não vou‘…]” descreveu assim, a preocupação de seu filho por conta da divulgação das mortes e violências nas escolas, feitas pela mídia. Ao discursar no Grande Expediente, a parlamentar voltou a reforçar o apelo.
Por sua vez, a emdebista Camila Moura, apresentou indicações solicitando da Secretaria Municipal de Educação, treinamentos de agentes da Guarda Municipal para fazer segurança nas escolas, além de instalação de câmeras nas unidades. “Somente nesse início de ano já foram quatro casos de mais destaques de violência em escolas. Primeiro foi o ataque a bomba, em Monte Mor (SP), em 13 de fevereiro, logo depois um ataque a faca por um aluno de 13 anos em uma escola em São Paulo que vitimou uma professora e quatro pessoas ficaram feridas em 27 de março. Também teve um ataque… por um aluno a uma colegas numa escola no Rio de janeiro no dia 28 de março e o mais recente, o atentado a uma escola em Blumenau (Santa Catarina), que vitimou quatro crianças“, detalhou a edil, com a voz meia embargada e além de pedir ações urgentes, citou suspensão de aulas em algumas escolas pelo país, fez alertas aos pais, responsáveis e parentes de crianças, para que voltarem suas atenções para o que está acontecendo e citou que ela mesma tem feito isso com seu filho de 9 anos.
“Nós temos também na noite de hoje [segunda-feira, 10], um Projeto de Lei que institui o programa Cruz das Almas Contra o Crime. Nesse projeto a gente pede que a prefeitura crie uma Central de Denúncias, já que muitas vezes a população não se sente à vontade para denunciar à polícia, que a prefeitura use esse canal para está fazendo essa denúncia… e a prefeitura ir repassando para os órgão competentes. Eu vejo aqui a preocupação da vereadora Camila Moura em relação a invasão das creches, da vereadora Nádia Moura também, acho que de todo(a)s o(a)s vereadore(a)s, mas, eu me faço uma pergunta: por quê eles [os jovens que cometeram os crimes] não invadem… uns dizem que está louco, outros dizem que ouviram uma voz falando no ouvido… por quê essa voz não manda eles invadirem um Quartel da Polícia? Não manda invadir uma delegacia? Não vai invadir lá o morro onde tem os traficantes armado?, posicionou-se Paulinho Policial, sugerindo que a prefeitura retorne convênio com a Polícia Militar para retomar as rondas nas escolas. Ele também defendeu a contratação de policias aposentados para fazerem a segurança armada nas portas dos estabelecimentos de ensino.
