Tragédia de São Sebastião: exploradores da dificuldade aleia, chegam a cobrar R$98,00 por um galão de água
Moradores de Boiçucanga, um dos bairros mais afetados pelo temporal do fim de semana em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, estão sem água para beber. Para garantir o abastecimento da população, a associação de pescadores local se organizou para transportar garrafas de água até a comunidade.

“Estamos há quatro dias sem água. Nós temos que pegar água em Barra do Una [outra comunidade do município] para transportar para Boiçucanga e distribuir. Hoje, voltou um pouquinho de água, mas água barrenta”, explica o marinheiro Rivelino Rodrigues, que tinha acabado de chegar ao bairro com um dos carregamentos.
Assim como em outras tragédias em períodos chuvosos, que há registros de ocorrências de desvios de produtos doados, agora também em São Sebastião, onde já foram confirmados 44 mortes e ainda há centenas de famílias desabrigadas, há relatos de comerciantes explorando a dor e a necessidade das pessoas que estão em dificuldade, para cobrar até R$98,00 por um galão de 20 litros de água.
De acordo com a Agência Brasil, ‘um grupo de turistas confirmou que havia quem quisesse cobrar R$ 98 por um galão‘.
A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) informou ontem, que está trabalhando para reestabelecer o abastecimento de água em todo o litoral norte, com equipes em Boiçucanga. Segundo a empresa, em São Sebastião e Ilhabela, 31 caminhões-pipa fazem o abastecimento emergencial nos locais mais atigidos pelas chuvas.