Que os resultados das chamadas pesquisas eleitorais ainda não são unanimidade entre as pessoas, no quesito credibilidade, isso é fato. Mas, por quê os institutos contratados para realizar esses levantamentos juntos aos eleitores apresentam dados tão diferentes? – Isso tem explicação, segundo especialistas.
Todos os anos de eleições, sejam municipais ou as de âmbitos estaduais e federal, uma coisa é certa. Empresas tradicionais como Datafolha e mais recente Ipec, formado por ex-executivos do extinto Ibope (que encerrou suas atividades no ano passado), entram em campo para ouvir a população votante, sobre suas pretensões nas urnas.
O que mais chama a atenção entre elas, são as disparidades no números apresentados.
Pegando como exemplo as eleições para a presidência da República deste anos, em todos os institutos pesquisadores, o candidato Luiz Inácio Lula da Silve, do PT, sempre esteve à frende do atual presidente, candidato à reeleição jair Bolsonaro (PL).
Mas o detalhe que desperta estranheza entre os eleitores, que nos últimos tempos têm debatido sobre o assunto nas redes sociais e ou nos grupos de Whatsapp, são as diferenças nos percentuais mostrados.
Essa questão, despertou interesse do site BBC News, foi ouvir especialistas sobre o assunto.
“Isso está relacionado a escolhas metodológicas de cada empresa“, explicou o estatístico Neale Ahmed El-Dash, que estudou métodos de pesquisa durante seu doutorado na USP e é fundador da empresa Polling Data.
O site publicou resultados de diferentes institutos. Alguns deles usam métodos de colher opiniões presencialmente pelas ruas. Outros preferem fazer isso por telefone.
Alguns resultados

O BBC News, entende haver discrepância nos resultados apresentados.
O Datafolha (entrevistas na rua) mostrou na última quinta-feira (15), Lula com 45% das intenções de voto e Bolsonaro com 33%. Já o Ipec, divulgou na segunda-feira (9), Lula chegou a 46% e Bolsonaro 11%. Por sua vez, a pesquisa Quaest ( por telefone – 14/09), indica que a diferença entre os dois, está 42% contra 34%.
Também destoando estão, o Poder Data (14/9) vulgou 43% para o petista e 37% para o atual presidente. O FSB (não mostrou a data do levantamento) apontou Luiz Inácio com 41% a Bolsonaro 35%. No Ipespe (10/09) traz respectivamente, 44% por 36%.
Representando o Datafolha, Luciana Chong falou para a reportagem que ‘o instituto usa apenas cotas fixas de gênero e idade, tendo como referência os dados oficiais do TSE sobre a composição do eleitorado‘.
Para ler a matéria na íntegra e conferir mais detalhes, como as perspectivas de voto com base na renda do eleitor, clique aqui.