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Eleições 2022: quem são os pré-candidatos ao Palácio do Planalto: O Acesse News traz um compilado desses perfis para você

Embora ainda em fase de pré-campanha, as eleições 2022 no Brasil, que até aqui apresentam 12 postulantes à presidência da República, já há alguns meses, vêm ganhando as ruas, com uma polarização mais específica entre dois nomes: o atual presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Desde o ano passado, muito tem se discutido e tentando encontrar uma terceira via. Ou seja, um terceiro candidato com possibilidade de ganhar a preferência daqueles eleitores indiferentes ou antagônicos ao que pregam os dois primeiros colocados nas pesquisas. Porém, até agora, isso não emplacou.

Nessa tentativa quase frustrada, ficaram pelo caminho por exemplo, nomes como: Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça; Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde; João Dória, governador de São Paulo e o ainda na trincheira, Ciro Gomes, ex-governador do Ceará.

Por outro lado, na tentativa de ganhar aqueles segundos de fama e buscar um pouco mais de projeção no cenário político nacional, nomes e rostos, poucos conhecidos da grande massa da sociedade e outros já folclóricos, se lançam ao pleito. São eles: Simone Tebet, Luciano Bivar, Vera Lúcia, Sofia Manzano, Luiz Felipe D’Ávila, Leonardo Perícles, André Janones, José Maria Eymael e Pablo Maçal.

Com base em uma matéria publicada nesta quarta-feira (25), pelo portal da BBC Brasil, que traz uma espécie de raio X dos pré-candidatos, o Acesse News fez um compilado desses nomes e apresenta para você. Confira aí

  • Jair Bolsonaro: atual presidente, busca a reeleição. 2º lugar nas pesquisas de opinião, ainda não definiu seu vice. Além de enfrentar problemas como supostos envolvimentos de aliados e ex-ministros em escândalos (rachadinhas, compra de vacina e verbas da educação), por exemplo, o país sofre com a alta nos preços dos combustíveis e alimento. Antes de se eleger em 2018, Bolsonaro era um dos principais defensores da Lava Jato. Já presidente, a força tarefa foi desmontada, inclusive com a ida de Sérgio Moro para um de seus ministérios. Também ele é considerado negacionista em relação a pandemia e constantemente se envolve em polêmicas com o Supremo e outros Órgãos Federais. “O principal desafio de Bolsonaro é a avaliação ruim do seu governo, conforme mostram pesquisas de opinião“, disse à BBC News Brasil o cientista político Claudio Couto, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Luiz Inácio Lula da Silvia: ex-presidente, tenta retornar ao Palácio do Planalto. Atualmente é 1º lugar nas pesquisas de opinião dos eleitores. Presidio o país por dois mandatos consecutivos e conseguiu fazer sua sucessora. Depois foi condenado e preso por corrupção, mas teve a condenação anulada pelo Supremo Tribunal Federal.
Lula vem participando de eventos, discutindo suas propostas para o país e já apresentou Geraldo Alckmin (ex-governador de São Paulo) como seu vice. Tentando conquistar os votos dos evangélicas, ele também tem pela frente, a luta para desconstruir o antipetismo, que ainda paira e foi decisivo na última eleição presidencial.
Segundo o especialistas ouvido pela BBC: “Lula tem a dificuldade de vencer o antipetismo. Mas isso está mais fraco do que foi anteriormente. Uma parte dos problemas que originou o antipetismo, que é o escândalo de corrupção, se dissolveu pelo tempo que passou, são escândalos já precificados“, avalia Claudio Couto, da FGV. Que afirma que de todos os candidatos, ele “é o que pode estar na posição mais confortável“.

Ciro Gomes (PDT): ex-governador do Ceará, pela quarta vez concorre ao cargo. ‘Em 2018, ficou em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,5% dos votos’. Apesar de ser um político experiente (já foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual, deputado federal, governador e ministro dos governos Itamar Franco e Lula), vem pautando sua pré-campanha com discurso de ataques, principalmente com criticas ao ex-presidente petista. “Ao mesmo tempo em que essa estratégia pode custar votos de eleitores da esquerda, Ciro tem dificuldade em conquistar, de fato, eleitores da direita. Ele ainda é visto como alguém, no mínimo, de centro-esquerda“, diz o cientista político Claudio Couto.

Simone Tebet (MDB): foi lançada em dezembro de 2021. Ela é considerada a primeira mulher a disputar alguns cargos importantes: a presidência do Senado no ano passado (sem êxito), comandou a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), foi vice-governadora de Mato Grosso do Sul e prefeita de Três Lagoas (MS).
Ela é desconhecida fora de seu estado, o Mato Grosso do Sul. A CPI fez com que ela se tornasse conhecida por uma parcela pequena dos eleitores [nacionais], aqueles que leem jornal, mas isso não é ainda suficiente“, avalia Couto.

Luciano Bivar (PE) ‘teve seu nome escolhido pela bancada do partido na Câmara dos Deputados como o pré-candidato da legenda à Presidência da República’. Empresário, já foi dirigente do Sport de Recife e um dos fundadores do PSL. Atualmente, preside o partido UB (União Brasil). Bivar defende o liberalismo econômico. Em 2006, chegou a disputar a Presidência da República, ficando em penúltimo lugar, com apenas 0,1% dos votos válidos.

Vera Lúcia (PSTU): essa será a segunda vez que ela disputa a presidência pelo partido. A primeira foi em 2018 e obteve 55,7 mil votos (0,05% dos votos válidos). Até 1992 Vera foi filiada ao PT. Antes de ingressar na carreira política, ela foi faxineira e costureira em Sergipe. Também participou da fundação do sindicato dos profissionais de costura da indústria calçadista do estado. A cientista política Carolina Botelho, do Laboratório de Estudos Eleitorais, de Comunicação Política e de UERJ (Opinião Pública da Universidade do Estado do Rio de Janeiro), avalia que “o principal obstáculo a ser enfrentado por ela e por outros candidatos pouco conhecidos é, justamente, a a alta taxa do eleitorado que afirma não saber quem eles são“.

Sofia Manzano (PCB): começou sua militância política aos 18 anos. Ela é economista formado pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), mestra em Desenvolvimento Econômico pela (Unicamp) Universidade Estadual de Campinas e doutora em História pela USP (Universidade de São Paulo). Desde 2013, ela vive em Vitória da Conquista, onde dá aulas na UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia). O foco das suas pesquisas são as relações de trabalho e a desigualdade social.

Luiz Felipe D’Ávila (Partido Novo): foi anunciado no dia 3 de novembro como pré-candidato do à Presidência da República.
Ex-PSDB, D’Ávila, coordenou em 2018 o programa de governo do candidato tucano Geraldo Alckmin, à residência da República. Tempos depois deixou o partido e recentemente se filiou ao Novo. Crítico de Bolsonaro e Lula, diz que “os dois formaram governos populistas de direita e esquerda”. Defende privatizações e outras reformas para reduzir o papel do Estado na economia.
Acho que o principal problema a ser enfrentado é a rejeição que o Novo ganhou nos últimos anos. Eles foram responsáveis pelo ingresso do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles na vida pública e estão com uma imagem muito associada ao bolsonarismo“, avaliou Carolina Botelho.

Leonardo Péricles (UP): é técnico em eletrônica e presidente nacional do partido fundado em 2019. Ele mora em uma ocupação em Belo Horizonte e sua pré-candidatura foi anunciada em novembro de 2021. “O pré-candidato defende pautas como a realização de uma nova assembleia constituinte e um plebiscito para consultar a população sobre refinanciamento da dívida pública do país e a reforma urbana por meio da destinação de imóveis ociosos para moradia popular“. Segundo o Datafolha, 80% dos eleitores entrevistados em março afirmaram não conhecerem o pré-candidato.

André Janones (Avante) sua candidatura foi oficializada no dia 29 de janeiro. Em discurso, ele defendeu a criação de um programa de renda mínima para pessoas na faixa da pobreza no Brasil. Ele também tenta se consolidar como opção da “terceira via”. Há informações de que ele considera Ciro Gomes um “puxadinhos” de Lula e Bolsonaro, respectivamente. André é advogado e exerce seu primeiro mandato como deputado federal. ‘Em 2016, se candidatou à prefeitura da cidade em que nasceu, mas foi derrotado. Dois anos depois, foi um dos principais apoiadores da greve dos caminhoneiros em MG, o que fez bombar a sua popularidade nas redes sociais‘. Em 2018, foi o terceiro deputado federal mais votado de Minas Gerais.

José Maria Eymael (Democracia Cristã): é o fundador e atual presidente do partido. Já disputou a presidência da República outras cinco vezes. Nas últimas eleições, recebeu apenas 41,7 mil votos (0,04%). Empresário e advogado, com especialização em Direito Tributário, ficou conhecido pelo jingle “Ey, Ey, Eymael, um democrata cristão“, lançado em 1985, quando se candidatou a prefeito de São Paulo pela primeira vez. Se diz a favor de “valores da família” e defende a adoção de programas de emprego e moradia para o país.

Pablo Marçal (PROS): o empresário que se define em seu site como “cristão, filantropo, empreendedor imobiliário e digital, mentor, estrategista de negócios e especialista em branding“, se coloca como distante da divisão entre esquerda e direita e exalta sua presença nas redes sociais. “Mas seu nome apareceu no noticiário no início de janeiro não por suas pretensões políticas, e sim por ter liderado uma expedição ao Pico dos Marins, no Estado de São Paulo, que acabou exigindo resgate pelo Corpo de Bombeiros“.
Segundo a BBC, o pré-candidato ainda não apresentou formalmente suas propostas. Porém, diz que seu objetivo é estimular o empreendedorismo, criando 4 milhões de empresas e gerando 20 milhões de empregos. Também defende a aproximação entre educação e digitalização, com a implantação de universidades públicas digitais.

Clique aqui para acessar a matéria completa da BBC Brasil.

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