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Mudança na diretoria do Petrobras, talvez não signifique contenção dos preços dos combustíveis

Ainda não se sabe se haverá uma nova política de preços para os combustíveis. Mas desde ontem (28), foi confirmado pelo Ministério de Minas e Energia, o nome do economista Adriano Pires, como novo presidente da Petrobras.

Outra mudança aconteceu no Conselho de Administração da estatal. Para sua presidência, foi indicado Rodolfo Landim.

De acordo com as informações, Pires de 64 anos, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, é doutor em Economia Industrial pela Universidade Paris VIII, mestre em planejamento energético pelo Coppe da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e economista formado pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Há mais de 30 anos, atua na área de energia.

Segundo o Poder360, ele já chegou a defender a privatização da Petrobras. O portal g1, também diz que o novo presidente, havia desejado em uma live realizada pela FPE Debate no mês passado, que o preço do barril do petróleo fosse cotado ao dobro do valor atual, US$100. “A gente deveria torcer para o petróleo ir a U$200 porque o petróleo passou a ser uma grande fonte de arrecadação para o Brasil“.

Adriano Pires será o terceiro presidente da estatal na gestão Bolsonaro. A saíde do general Joaquim Silva e Luna, ocorre após vários aumentos nos preço dos combustíveis nos últimos dias, o que acarretou sérios desgastes com o chefe do Executivo.

Por sua vez, o próximo titular do Conselho Administrativo, é o atual presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, de 65 anos. Formado em engenharia civil com especialização em obras hidráulicas pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), pós-graduado em engenharia de petróleo pela Petrobras e em administração de negócios pela Universidade de Harvard. Já trabalhou na Petrobras por 26 anos. E de 2010 a 2020 presidiu o Conselho de Administração e foi CEO da Ouro Preto Óleo e Gás S.A.

O g1 reforça que apesar de economista e ter sido indicado pelo governo, Adriano Pires tem visões diferentes à de Paulo Guedes. Para ele, a política de preços da estatal alinhada aos preços internacionais, deve ser mantida. Mas explica que é preciso aliviar a disparada dos preços ao consumidor e para isso, sugere injetar dinheiro público.

Em um de seus artigos publicados em outubro do ano passado no portal Poder 360, Pires finalizou: “O que não podemos é esconder subsídios intervindo nos preços da Petrobras na refinaria. Aqui estão exemplos de como garantir a estabilização dos preços dos combustíveis, sem intervenção e prejuízo para a Petrobras. No caso do botijão de gás, a solução é a criação de um cartão eletrônico especifico para a compra do botijão, Esse cartão seria carregado com um valor que permitisse que famílias inscritas no Bolsa Família pudessem adquirir o botijão a preços inferior ao vendido no mercado. Os recursos poderiam vir de inúmeras fontes desde os royalties ate parte do Fundo Social gerenciado pela PPSA. – A solução definitiva só virá com a privatização da Petrobras. Enquanto a empresa for de economia mista, tendo o Estado como controlador, os seus benefícios corporativos e as práticas monopolistas serão mantidos –a favor da corporação e, muitas das vezes, contra os interesses do Brasil“.

A nota do Ministério de Minas e Energia que anuncia os nomes dos dois novos gestores, diz: “Ministério de Minas e Energia participa que consolidou a relação de indicados do Acionista Controlador para compor o Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras, a ter efeito a partir da confirmação pela Assembleia Geral Ordinária, que ocorrerá em 13 de abril de 2022. A relação apresenta o Sr. Rodolfo Landim para o exercício da Presidência do Conselho de Administração e o Sr. Adriano Pires para o exercício da Presidência da Empresa. O Governo renova o seu compromisso de respeito a sólida governança da Petrobras, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Empresa”. Confira aqui a íntegra

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