Saiba qual a média de sono ideal para você e para os bebês, de acordo com as respectivas faixas etárias
Uma cartilha elaborada por algumas entidades especializadas em Medicina do Sono, ajuda a entender qual a média ideal de repouso que o corpo humano precisa, para garantir uma qualidade de vida satisfatória, de acordo com a faixa etária de cada individuo.
Conforme as informações, essa percepção é baseada em evidências científicas e leva em consideração, “a necessidade mínima de repouso para cada faixa etária, mas podem variar de acordo com os limites de cada corpo. Afinal, cada indivíduo é único“, dizem os especialistas.
Os dados foram publicados ontem (2), pelo Viva Bem / Uol, um texto de Danielle Sanches, da Agência Einstein. Que mostra, por exemplo, que um bebê recém-nascido, dorme de 14 a 18 horas por dia, para ter um crescimento e desenvolvimento cognitivo adequados.
A média ideal por faixas etárias

A ABS (Associação Brasileira do Sono), ouvida pelo Viva Bem, considera que a quantidade de horas ideal, em média, recomendada pela Cartilha da Semana do Sono 2020 (que segue as diretrizes da National Sleep Foundation, além de ser semelhante às orientações da Academia norte-americana de Pediatria) é a seguinte, respectivamente:
Recém-nascido (0 a 3 meses): 14 a 18 horas por dia, em média (sendo aceitável entre 11 e 19 horas);
Bebê (4 a 11 meses): 12 a 15 horas por dia (sendo aceitável entre 10 e 18 horas);
Um a dois anos: 11 a 14 horas por dia (sendo aceitável entre 9 e 16 horas);
Três a cinco anos: 10 a 13 horas (sendo aceitável entre 8 e 14 horas);
Seis a 13 anos: 9 a 11 horas (sendo aceitável ente 7 a 12 horas);
14 a 17 anos: 8 a 10 horas (sendo aceitável entre 7 e 11 horas);
18 a 25 anos: 7 a 9 horas (sendo aceitável entre 6 e 11 horas);
26 a 64 anos: 7 a 9 horas (sendo aceitável entre 6 e 10 horas);
65 anos ou mais: 7 a 8 horas (sendo aceitável entre 5 e 9 horas).
Como saber o seu ideal?

“Mesmo que ajude a entender os hábitos de vida, as recomendações das horas de sono são apenas orientações e não devem ser seguidas de forma autoritária — já que algumas pessoas podem se sentir bem dormindo menos ou mais do que o tempo listado. O importante, é respeitar as próprias necessidades e os limites do organismo“, orientam os especialistas.
Eles exemplificam as particularidades de rotina e necessidades em cada fase da vida, para um melhor entendimento sobre a medida mais próxima do ideal, de cada faixa etária.
“Os recém-nascidos, por exemplo, intercalam o sono com momentos acordados a cada três ou quatro horas, e ainda não diferenciam plenamente o dia da noite. Já os adolescentes vivem uma mudança no padrão de sono: embora necessitem de pelo menos oito a dez horas dormindo, eles têm uma tendência a ir para a cama mais tarde, o que dificulta acordar cedo para os compromissos escolares. Há ainda os idosos que dormem poucas horas por noite, mas incluem cochilos durante a rotina do dia e conseguem, assim, manter-se saudáveis“.
Os autores da cartilha consideram que essa variação do sono é real e esperada. Recomendam as pessoas avaliarem se o tempo dormido por dia, está sendo suficiente. E até, elencam algumas perguntas que podem ajudar a entender melhor isso:
1 – Estou me sentindo descansado, ou preciso de mais algumas horas de sono?
2 – Durante o dia, eu me sinto cansado ou disposto?
3 – Preciso de cafeína para me manter ativo durante o dia?
Ajuda médica
A medicina também pode ajudar nesse processo, caso você sofra da chamada ‘insuficiência do sono’. Segundo a médica neurologista e membro da ABS, Rosana Cardoso Alves, “com o passar dos dias, ela [a pessoa] vai apresentando sintomas como sonolência excessiva durante o dia, alterações de comportamento, sensação de cansaço e fadiga“, alerta.
De acordo com ela, Isso impacta negativamente no dia a dia e pode manifestar os seguinte sinais:
- Irritação e alterações de humor;
- Dificuldade de concentração e de manter a atenção;
- Problemas de memória;
- Risco aumentado para doenças cardiovasculares e transtorno psiquiátricos (como ansiedade e depressão)

A neurologista afirma que diante de alguns desses sintomas, é importante buscar ajuda médica especializada para entender quais as causas e evitar a automedicação. Além de não resolver, o uso de remédios sem orientação médica, pode agravar o quadro.